Homem que incendiou a própria casa em preventiva até entrar em instituição

O desempregado de 54 anos suspeito de ter ateado o fogo à habitação em que vivia, na Lousã, vai ficar em prisão preventiva por decisão do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra, disse hoje uma fonte policial.

O arguido "ficará em prisão preventiva enquanto aguarda a possibilidade" de ser acolhido por uma instituição, adiantou a fonte da Polícia Judiciária (PJ) à agência Lusa.

A PJ anunciou hoje, em comunicado, a sua detenção, por alegadamente ter ateado "um foco de incêndio na sua residência, tendo provocado elevados danos e perigo para as habitações vizinhas, atuando num quadro de abandono social e carências afetivas e económicas".

O presumível incendiário tem antecedentes pela prática do mesmo tipo de crime, em áreas florestais do concelho da Lousã, tendo chegado, por decisão judicial, a estar internado há alguns anos num hospital psiquiátrico da região, confirmou a Lusa junto de pessoas das suas relações.

O suspeito incendiou a sua casa no domingo, cerca das 19:00, no lugar da Fórnea, arredores da vila da Lousã, "e saiu para ir assistir ao jogo" de futebol Benfica-FC Porto na televisão, adiantou outra fonte da PJ ao início da tarde.

"O fogo causou uma destruição bastante grande", disse, indicando que o detido "vive sozinho há muitos anos e não tem luz em casa", por não ter conseguido pagar algumas faturas à EDP.

O homem disse ter ateado o incêndio "como forma de chamar a atenção" da comunidade para a sua situação de penúria material e afetiva.

Detido na segunda-feira à noite, por elementos da Diretoria do Centro da PJ, o arguido foi interrogado hoje no TIC de Coimbra, que lhe aplicou, como medida de coação, a prisão preventiva até dar entrada numa instituição.

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