Helena Lopes da Costa desconhece compra de votos

A deputada social-democrata Helena Lopes da Costa negou hoje ter conhecimento de uma alegada compra de votos dentro do partido e considerou estranho que a notícia apareça em pleno período eleitoral.

A revista Sábado afirma que os candidatos a deputados António Preto e Helena Lopes da Costa sabiam e pactuaram com as práticas de compra de votos, que segundo uma militante, chegaram a envolver promessas de emprego em órgãos autárquicos a quem se filiasse, e à família inteira, no PSD.

A Sábado cita dados estatísticos que mostram que as principais secções do PSD na distrital de Lisboa "duplicaram de militantes com quotas pagas" entre 2002 e 2008, com quotas "pagas indiscriminadamente por alguém que não os militantes, e afirma que há avençados nas juntas de freguesia a servirem como "angariadores" de militantes para votarem no presidente de secção.

A revista escreve que na secção H, Oriental, e de Benfica havia suspeitas da compra de votos em bairros sociais a 25 ou 30 euros.

"Condeno e desminto veemente as declarações infundamentadas feitas por meios militantes do PSD que não conheço", afirmou Helena Lopes da Costa à agência Lusa, salientando que vai actuar judicialmente contra a "única pessoa que refere na notícia o seu nome", a ex-militantes social-democrata Ana Paula Silva.

Helena Lopes da Costa, candidata nas próximas eleições legislativas pelo PSD nas listas pelo círculo de Lisboa, disse que "não é militante em nenhuma das secções mencionadas no artigo" da revista Sábado, referindo que é militante na secção de Algés, a que preside actualmente.

"Desconheço por completo as formas de angariação de militantes e de votação adoptadas por outras secções do distrito e do país. Não tenho quaisquer responsabilidades políticas na distrital de Lisboa há quatro anos e durante o período em que tive essas mesmas responsabilidades, os presidentes de secções referidos não eram sequer os actuais", contou.

Helena Lopes da Costa diz que conhece os actuais presidentes das três secções, salientando contudo não acreditar que "nas suas secções os militantes votem mediante qualquer tipo de contrapartida".

A deputada e ex-vereadora da Câmara Municipal de Lisboa expressou ainda solidariedade ao presidente da secção Oriental, Ismael Ferreira que na sequência da notícia entregou uma queixa à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) e ao presidente do Sindicato dos Jornalistas.

"Não posso deixar ainda de estranhar que este artigo apareça mais uma vez em pleno período da campanha eleitoral", concluiu.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter uma reacção do deputado social-democrata António Preto, outro dos visados na notícia da Sábado.

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse hoje desconhecer uma alegada compra de votos dentro do partido, condenando à partida esse tipo de atitudes, e sugeriu que o assunto surgiu por se estar em período de campanha eleitoral.

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