Há três feridos. Dezenas de concelhos afetados

Há danos em viaturas e em casas devolutas, quedas de árvores e de postes de eletricidade, quedas de cabos elétricos e de telecomunicações e inundações.

A queda de um ramo de uma árvore junto ao Hotel Central, devido ao mau tempo registado hoje de manhã no centro histórico de Sintra, provocou ferimentos ligeiros em duas pessoas, informou o serviço municipal de Proteção Civil.

"Devido ao vendaval que assolou a região de Sintra, por volta das 11:00, caíram algumas árvores de grande porte e a queda de um galho junto ao Palácio Nacional de Sintra provocou dois feridos ligeiros", disse à agência Lusa o comandante do serviço municipal de Proteção Civil, Pedro Ernesto Nunes.

O homem e a mulher, que passavam no momento em frente ao Café Paris, situado ao lado da esplanada do antigo hotel, foram assistidos no local por uma unidade do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), adiantou a mesma fonte, que não dispunha de elementos de identificação das vítimas.

Mau tempo encerra os acessos à serra, por precaução e devido à queda de algumas árvores

A sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua, que gere os monumentos na serra, informou que os acessos aos palácios foram encerrados em consequência do mau tempo.

A ligação entre o Ramalhão e São Pedro de Penaferrim também foi afetada pela queda de arvoredo de grande porte, que causou danos em algumas viaturas e casas devolutas, revelou o comandante da Proteção Civil.

Além das corporações de bombeiros do concelho, as operações de desobstrução e limpeza das vias mobilizaram meios da Proteção Civil e da Câmara de Sintra.

Marginal esteve cortada

A Proteção Civil de Cascais, segundo o comandante Pedro Mendonça, registou, até às 12:00, 13 ocorrências em todo o concelho devido ao mau tempo, maioritariamente relacionadas com quedas de árvores. A Marginal esteve cortada ao trânsito entre Carcavelos e Paço de Arcos

Dezenas de quedas de árvores no Alentejo e distrito de Setúbal

O vento forte e a chuva que caiu durante a manhã de hoje no Alentejo e no distrito de Setúbal provocaram dezenas de ocorrências, a maioria quedas de árvores e de estruturas, disseram fontes dos bombeiros.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou à agência Lusa, que até cerca das 12:30, foram registadas 16 quedas de árvores no distrito, duas inundações em habitações, em Beja e Vidigueira, e três quedas de estruturas em Beja, Ourique e Vidigueira.

No distrito de Évora, segundo o CDOS, registaram-se até às 12:30, 14 quedas de árvores em vários concelhos, enquanto no distrito de Portalegre, também de acordo com o Comando Distrital, até à mesma hora não havia qualquer ocorrência provocada pelo mau tempo.

Fonte do CDOS de Setúbal indicou, que até às 12:30, havia registo de cerca de 50 ocorrências naquele distrito, a maioria quedas de árvores e de estruturas.

185 ocorrências no país

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) já registou hoje 185 ocorrências devido ao mau tempo, essencialmente relacionadas com quedas de árvores e de estruturas, com maior incidência para os distritos de Lisboa e Setúbal.

Em declarações à agência Lusa, o comandante José Leite explicou que a maioria das situações ocorridas nas últimas 12 horas diz respeito a quedas de árvores e de estruturas, como painéis, outdoors, algerozes das casas ou andaimes.

Outra das razões que obrigou a acionar os serviços da proteção civil prende-se com a limpeza de vias, acrescentou o responsável, explicando que a grande maioria destes problemas estão relacionados com os ventos fortes.

As chuvas provocaram apenas seis inundações em todo o país.

Os distritos mais afetados pelo mau tempo são Lisboa (68 ocorrências) e Setúbal (33), seguindo-se Beja (16 ocorrências) e Évora (12).

De acordo com as previsões do instituto de meteorologia, ao final do dia de hoje o tempo deverá melhorar.

Vento fez voar parte do telhado de escola do Barreiro

Parte dos telhados da Escola Alfredo da Silva, no Barreiro, frequentada por cerca de 700 alunos, caiu hoje de manhã, sendo a terceira vez que tal acontece desde as obras realizadas no ano passado.

"Voaram chapas enormes de telhado, que vieram parar cá abaixo. Uma das passagens que liga dois blocos voou, assim como o telhado da papelaria", alertou Sandra Ferreira, da associação de pais, em declarações à Lusa.

Se tivesse acontecido numa sexta-feira ou num qualquer outro dia de semana seria uma tragédia

A escola, que tem alunos desde o 5.º ao 12.º ano, foi alvo de uma intervenção no ano passado para retirar as placas de fibrocimento mas, logo em janeiro, algumas telhas caíram.

Já no início deste mês, a situação voltou a repetir-se: "Algumas chapas enormes do telhado de um dos edifícios" voaram levando ao encerramento temporário do estabelecimento de ensino, contou Sandra Ferreira.

Pais e encarregados de educação defenderam que a escola só deveria voltar a abrir quando fossem dadas garantias de que a obra não representava qualquer perigo para os alunos.

No entanto, a direção escolar decidiu reabri-la há três dias e hoje o telhado voltou a voar, obrigando à presença da polícia, bombeiros e proteção civil.

Em declarações à Lusa, a diretora da escola, Ana Paula Costa, explicou que "voou uma parte da cobertura de uma zona que não tinha sido intervencionada na passada semana. Algumas placas caíram e outras ficaram soltas na cobertura".

"Nós tínhamos a garantia da Direção Regional dos Estabelecimentos de Ensino (DGeSTE) de que iriam arrancar na segunda-feira as obras na zona que não tinha sido ainda intervencionada e não era expectável que isto acontecesse. A escola reabriu mas a zona onde hoje aconteceu a queda estava vedada e sem acesso dos alunos", afirmou.

Segundo a diretora, as obras deverão começar na segunda-feira e a escola só reabrirá quando estiverem asseguradas todas as condições de segurança, desconhecendo-se por isso quando poderão regressar às aulas os 700 alunos desta escola.

A associação de pais lançou hoje uma petição online contra a reabertura da escola, que está disponível em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT78755.

Estão a brincar com uma situação, que é muito grave. Em primeiro lugar tem de estar a segurança dos miúdos

Para António Costa, pai de uma aluna do 7.º ano, é preciso saber quem foi o técnico que atestou que a obra realizada no ano passado estava em condições e a escola poderia abrir.

Para o presidente da associação de estudantes da escola, Paulo Palma, o que aconteceu hoje vem demonstrar que a escola precisa de uma intervenção de fundo: "Na quinta-feira a escola reabriu depois de uma intervenção no telhado que tinha voado. Hoje de manhã voou a outra parte do telhado que não foi intervencionada. O que aconteceu prova que a escola necessita de um intervenção de fundo, não basta reforçar o telhado com mais alguns parafusos", disse à Lusa.

A Lusa questionou ao início da tarde o gabinete do Ministério da Educação e Ciência sobre a situação, mas ainda não obteve qualquer resposta até ao momento.

Vento e chuva obrigam ao encerramento da Feira das Mercês, em Sintra

A Feira das Mercês, tradicional espaço de animação etnográfica saloia, foi hoje encerrada, em consequência do vento e chuva fortes que assolaram durante a manhã o concelho de Sintra, informou fonte do serviço municipal de Proteção Civil.

Segundo o comandante da Proteção Civil de Sintra, Pedro Ernesto Nunes, a Feira das Mercês "foi encerrada devido ao mau tempo", durante a manhã, e a sua reabertura "vai depender das condições" determinadas pela organização.

Feira teve de ser encerrado por razões de segurança

A tradicional "Feira das Mercês - Feira saloia de Sintra", que conta com o apoio das juntas de freguesia de Algueirão-Mem Martins e de Rio de Mouro, devia funcionar entre sexta-feira e domingo e de 23 a 25 de outubro no habitual recinto da Tapada das Mercês.

A feira assume-se como uma das "mais emblemáticas do concelho, com animação etnográfica saloia, espaços de restauração, bancas de artesanato, área infantil e espetáculos de palco", segundo a autarquia.

O comandante dos bombeiros voluntários de Algueirão-Mem Martins, Joaquim Leonardo desconhece se o espaço terá condições para funcionar ainda durante este fim de semana.

Queda de cobertura de hipermercado causou um ferido em Mafra

A queda da cobertura de um hipermercado em Mafra causou hoje um ferido, na sequência do mau tempo que originou quedas de telhados, árvores e outras estruturas na região Oeste, disseram fontes dos bombeiros e da Proteção Civil.

Fonte dos bombeiros de Mafra disse à agência Lusa que a queda da cobertura de um hipermercado em A-da-Perra, Mafra, causou ferimentos a uma pessoa.

A superfície comercial acabou por ser evacuada

Na Lourinhã, a queda de uma chaminé provocou estragos num automóvel, enquanto no Cadaval caiu a cobertura do Clube Atlético, segundo os comandantes dos bombeiros das corporações locais.

Os bombeiros e a Proteção Civil registaram, na regiões Oeste, diversas ocorrências, desde telhados danificados, quedas de árvores, de postes de eletricidade e de telecomunicações, de cabos elétricos e de telecomunicações, de caixotes do lixo e de ecopontos, de sinalização vertical e semafórica e de painéis publicitários, não só em Mafra, Lourinhã e Cadaval, mas também Alenquer, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Peniche, Bombarral, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré.

Madeira

A Via Expresso 4 entre os concelhos da Ribeira Brava e de São Vicente, na Madeira, foi já reaberta, após uma derrocada, "mas condicionada e com trânsito alternado", disse hoje uma fonte da empresa concessionária da rodovia.

Uma derrocada de pedras no sítio da Meia Légua, na Ribeira Brava, obrigou hoje ao fecho da Via Expresso 4, entre este concelho e a vila de São Vicente, não tendo causado vítimas.

Houve um escorregamento de talude, estamos já em processo de limpeza, não há vítimas a registar

A Via Expresso 4 é a ligação preferencial entre a costa sul e a costa norte, a oeste da ilha.

Distrito de Santarém com 62 ocorrências

O mau tempo provocou no distrito de Santarém 62 ocorrências, nomeadamente quedas de árvores e de estruturas, como painéis, outdoors, algerozes das casas ou andaimes, inundações e desabamentos, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo a mesma fonte, das 62 ocorrências, "que tiveram um pico entre as 12:00 e as 14:00", há a registar a queda de 45 árvores, de quatro outdoors, sete quedas de cabos elétricos, dois desabamentos parciais de habitações degradadas e ainda quatro inundações, sendo que o concelho de Tomar foi o mais afetado.

Foram ventos muito fortes e com chuva muito intensa, sendo expectável que este fosse o panorama para o dia

Em Tomar, a força das águas fez "saltar diversas bocas de esgoto que, a par de algerozes entupidos, levaram a inundações" e a problemas na normal circulação automóvel.

Outra das razões que obrigou a acionar os serviços da proteção civil prendeu-se com a limpeza de vias, acrescentou a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), explicando que a grande maioria destes problemas estão relacionados com os ventos fortes e com ramos de árvores e outros objetos espalhados pelas estradas. "Foram ventos muito fortes e com chuva muito intensa, sendo expectável que este fosse o panorama para o dia ", disse a mesma fonte.

As 62 ocorrências registadas entre as 12:00 e as 18:00 de hoje, em todo o distrito de Santarém, não causaram, segundo a Proteção Civil, "danos de maior nem feridos".

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