Há alunos que prometem contar como são as praxes

Os primeiros mails a abordarem as praxes praticadas na Universidade Lusófona começaram por chegar sob a forma de anonimato ao endereço eletrónico criado pelos pais das seis vítimas do Meco. Mas houve mudanças. Há alunos que já escreveram identificando-se às famílias, deixando os respetivos contactos telefónicos e disponibilizando-se para contarem às autoridades o que sabem sobre os rituais praxistas que vivenciaram.

A revelação é feita pelos pais dos seis jovens que perderam a vida na praia do Moinho de Baixo, a 15 dezembro, arrastados por uma onda, quando se encontravam trajados junto ao mar.

"Sabemos quem são as pessoas e como podemos chegar a elas. Estão devidamente identificadas", sublinha Fátima Negrão, mãe de Pedro Tito Negrão, o último dos seis jovens a ser encontrado, continuando os familiares a tentar chegar a uma pessoa que terá fotografado o cadáver, quando deu à costa na Fonte da Telha, onde seriam visíveis marcas de fita adesiva nas calças, na zona dos tornozelos.

O Ministério da Educação, que ontem reuniu com o Conselho de Reitores, quer que os estudantes de ensino superior denunciem os casos de abusos. Os reitores vão também fazer mensagem aos novos alunos contra as praxes violentas.

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