Gulbenkian cria mais duas equipas de cuidados paliativos

A Fundação Calouste Gulbenkian vai arrancar com duas novas equipas domiciliárias de cuidados paliativos, depois das quatro equipas criadas em 2009 terem sido integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Em causa está um protocolo assinado em 2011 entre o Serviço de Saúde e Desenvolvimento Humano (SSDH) da Fundação Calouste Gulbenkian, a Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados e o Instituto Português de Oncologia (IPO).

Tal como explicou à Lusa o responsável pelo SSDH, Jorge Soares, a Gulbenkian arrancou em 2009 com a criação da Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos (UDCP) de Mogadouro, um concelho remoto, onde não havia recursos suficientes para responder às necessidades das pessoas com patologias terminais.

Depois de Mogadouro veio Vimioso e Miranda do Douro e o projeto passou a ter o nome de UDCP do Planalto Mirandês. Por fim, surgiu a UDCP de Mértola, com a Gulbenkian a financiar os 1,2 milhões de euros necessários ao funcionamento para três anos às quatro equipas.

Mais tarde, em 2011, arrancaram as equipas domiciliárias de Matosinhos e do Grande Porto, que têm a particularidade de atuar em meio urbano.

É então assinado o protocolo com o Ministério da Saúde para, explicou Jorge Soares, não deixar que as equipas criadas ficassem de fora da RNCCI.

Entretanto, de acordo com o responsável da SSDH, as equipas de Mogadouro, Vimioso e Mirando do Douro já estão integradas na RNCCI, bem como a de Mértola e a de Matosinhos.

"Este ano iriamos lançar mais dois novos projetos, estes sob concurso porque os anteriores foi uma espécie de ver onde é que a semente germinaria bem porque a terra era boa", adiantou Jorge Soares.

De acordo com o responsável serão sempre unidades domiciliárias e nunca em hospitais.

Acrescentou ter combinado com o secretário de Estado de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, que as duas novas equipas só avançarão depois de haver regulamentação sobre a rede de cuidados paliativos.

"Porque o destino final é ter uma articulação com rede", justiçou o responsável, explicando que ainda não estão definidas as zonas do país que vão receber estas equipas.

Em jeito de balanço do projeto, Jorge Soares disse ainda que será feita uma avaliação económica da iniciativa, bem como uma avaliação de resultados do ponto de vista clínico.

Em matéria de cuidados paliativos, a SSDH tem previsto um plano nacional de formação técnica dirigida a 580 profissionais de enfermagem e médicos sobre dor crónica e um protocolo de colaboração com o Cicely Saunders Institute, departamento de investigação e formação do King's College London, em articulação com o Centro de Estudo e Investigação em Saúde, da Universidade de Coimbra.

Vão apoiar também a edição de três manuais realizados pelo Centro de Investigação em Cuidados Paliativos do Instituto de Bioética da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG