Guardas prisionais criticam Governo por não aplicar lei

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional criticou hoje o Governo por, até à data, não estar a aplicar o regulamento geral das prisões que foi publicado em 2011.

"Falta aplicar a lei, dado que o regulamento geral das prisões já foi publicada em 2011 e até à data ainda não entrou em funcionamento, o que dificulta em muito o trabalho do pessoal da guarda prisional", declarou à Lusa o presidente da direção do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves.

O sindicalista lamentou também o facto de a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) não criar condições para os guardas prisionais poderem desempenhar "ainda melhor o seu trabalho, com regras, com formação, informação, e com disciplina institucional".

Uma outra crítica lançada pelo presidente da direção do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional ao Ministério da Justiça é o facto de aquele ministério não responder à "enorme necessidade de entrada de novos guardas prisionais".

"Os reclusos são cada vez mais, dentro do mesmo espaço, mas com muito menos guardas, o que é um fator condicionador do nosso trabalho", alertou Jorge Alves.

A Lusa tentou obter um comentário do Ministério da Justiça às críticas e lamento do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, o que não foi possível em tempo útil.

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