Guardas levam o dobro do tempo a transportar presos

Um recluso em Lisboa que tenha de ir ao tribunal de Almada é transportado pela carrinha celular da cadeia de Setúbal, denuncia sindicato

A gestão do mapa judiciário que entrou em vigor a 1 de setembro do ano passado e que dividiu o país em 23 comarcas, sediadas nas capitais de distrito, "está a ser péssima" ao nível do transporte de reclusos, acusa Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. Nas deslocações de presos para os tribunais "gasta-se o dobro do tempo e do dinheiro" devido às regras que obrigam a enviar carrinhas celulares da cadeia da área geográfica da comarca do julgamento.

Os (maus) exemplos referidos pelos guardas prisionais são às dezenas. Por exemplo: quando um recluso do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) tem de ser presente ao tribunal de Almada, que fica na comarca de Setúbal, existem duas alternativas, segundo fontes prisionais: ou é levado com antecedência para a cadeia de Setúbal e daí transportado em carrinha celular para o tribunal de Almada, sendo depois levado de volta ao EPL, tendo a carrinha de regressar à prisão setubalense. Ou os guardas do EP Setúbal vão buscar o recluso a Lisboa, transportam-no até ao tribunal de Almada, esperam pelo fim da sessão, levam-no de volta à cadeia de Lisboa e regressam depois a Setúbal. É o dobro do tempo e dos gastos.

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