Grupo Anonymous era vigiado há um ano pela PJ e serviços secretos

Polícia Judiciária deteve sete elementos do grupo de piratas informáticos e constituiu como arguidos mais sete. Entre estes está um jornalista. Todos são suspeitos de formarem uma associação criminosa

Pela primeira vez, um grupo de hackers (piratas informáticos) enfrenta uma acusação de associação criminosa. É o caso dos Ano-nymous portugueses, ontem detidos pela Polícia Judiciária, depois de um ano a serem seguidos por esta polícia e também pelos serviços secretos, devido a uma série de ataques informáticos à própria PJ, Ministério Público, Conselho Superior de Magistratura e EDP. Ao todo, 14 pessoas, das quais sete foram detidas, estão identificadas como fazendo parte do grupo. Entre eles está Rui Cruz, um jornalista responsável pelo site TugaLeaks.

Os detidos são suspeitos de associação criminosa, sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e indevido a diversos sistemas informáticos do Estadoe também de empresas do setor privado.

O grupo autointitulado Anony-mous tem como imagem de marca o uso da máscara de Guy Fawkes, um soldado católico inglês que, em 1605, participou numa conspiração para matar o rei e os membros do parlamento. Numa adaptação à portuguesa, a Judiciária batizou a operação de detenção dos suspeitos como Caretos, uma habitual personagem mascarada presente no Natal e Carnaval em várias localidades de Trás-os-Montes e na Beira Alta.

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