Greve dos Serviços Prisionais adia julgamento de homicídio

A greve dos Serviços Prisionais obrigou esta quarta-feira ao adiamento para 21 de maio do início do julgamento de um homem acusado de ter matado com uma enxada a patroa e ter agredido gravemente a neta desta, de dois anos.

Devido à greve dos Serviços Prisionais, o arguido, que está em prisão preventiva, não compareceu para o julgamento, que foi adiado para 21 de maio, disse fonte judicial

O homem, de 63 anos, está acusado de cinco crimes: um homicídio, um homicídio qualificado na forma tentada, um crime de coação agravada na forma tentada, um de ameaça agravada e outro de ofensas à integridade física simples.

Segundo a acusação, em junho de 2013, o arguido, que efetuava trabalhos agrícolas remunerados por conta da única vítima mortal, de 70 anos, apertou-lhe o pescoço e ameaçou-a de morte por razões desconhecidas.

Uma vizinha auxiliou a vítima, desferindo um pau sobre o agressor, mas acabou por cair no chão e abandonou a moradia, altura em que o arguido aproveitou para matar a patroa com uma enxada, atingindo-a na cabeça.

A neta da vítima, de dois anos, presenciou o crime, tendo sido também agredida, da mesma forma. A criança foi transportada em estado muito grave para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa e, mais tarde, internada no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, onde tem vindo a recuperar de graves lesões cerebrais, que lhe retiraram a fala e a mobilidade.

O homem foi detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) de Alenquer no local do crime, em Pedrulhos.

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