Governo quer reunião extra mas não sobe oferta a docentes

Ministério da Educação inflexível nas condições para integrar professores nos quadros. Sindicatos duvidam de acordo

De acordo com o calendário definido, acaba hoje a negociação com os sindicatos de professores sobre concursos e vinculação de docentes. Mas Ministério da Educação e organizações não estão muito mais próximos de um entendimento do que no início das reuniões. A equipa de Tiago Brandão Rodrigues aponta agora para uma reunião adicional, a realizar na próxima semana mas, entre as estruturas que representam os professores, já há quem questione a utilidade deste novo encontro.

"Em relação à última proposta, de substancial não mudaram nem uma vírgula. Só mexem em aspetos técnicos", critica Graziela Rodrigues, dirigente do Sindicato Nacional de Professores Licenciados, uma das organizações recebidas ontem na Avenida 5 de Outubro. "E por isso não percebo porque querem uma negociação extraordinária", acrescenta. Somos contundentes: para manter tudo igual não vale a pena. A menos que queiram alterar alguma coisa...", admite.

Na última proposta, que fez chegar aos sindicatos no final do ano, o Ministério baixou de 20 para 12 os anos de contrato necessários para aceder à vinculação extraordinária deste ano. Manteve ainda os quatro contratos anuais completos e sucessivos (em vez de cinco) que serão necessários para aos restantes docentes acederem aos quadros. Mas não abdicou de condições - como a exigência de que os professores sejam profissionalizados, no caso da vinculação extraordinária, ou de que os contratos tenham sido cumpridos sempre no mesmo grupo de recrutamento - que, de acordo com os sindicatos, reduzem drasticamente o universo de candidatos elegíveis.

Em relação à vinculação extraordinária, de um universo de mais de cinco mil docentes com 12 anos de serviço, não chegarão aos dois mil os que efetivamente terão acesso.

Hoje é ouvida a Federação Nacional dos Professores, principal organização sindical de docentes, que também já avisou que sem mudanças profundas não há hipótese de acordo e poderão ser equacionadas greves.

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