Governo estava disposto a recalendarizar exames

O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, disse hoje que o Governo estava disposto a alterar a data dos exames caso os sindicatos tivessem assumido o compromisso de não marcarem greves até 18 julho, data final do calendário.

Numa entrevista à estação de televisão SIC, em Lisboa, o ministro afirmou que, "se houvesse abertura por parte dos sindicatos no sentido de não haver greve a todo o período de exames, o Governo teria recalendarizado, mas não houve esse compromisso".

"O que estávamos dispostos a fazer era uma recalendarização dos exames no calendário global e a época de exames vai até 18 de julho", disse o ministro.

"Não podemos aqui andar ao gato e ao rato com os exames", comentou o ministro, salientando que não foi feita uma recalendarização porque o Governo não teve a garantia dos sindicatos de que não fariam greve até ao final do período.

No sábado, o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse que o Governo chegou a sugerir uma nova data para os exames de segunda-feira, mas a falta de compromisso por parte dos sindicatos inviabilizou essa solução.

Na sequência dessas afirmações, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse, por seu turno, que o Governo "nunca sugeriu uma data alternativa" para a realização dos exames de segunda-feira.

Na entrevista à SIC, o ministro Nuno Crato sustentou que "dos sindicatos em geral não houve abertura nenhuma para um compromisso geral para a época de exames" e que a remarcação é um processo complicado: "Andaríamos a marcar e a desmarcar porque poderiam surgir outras greves".

"Apenas houve uma declaração por parte da UGT de que não gostariam que houvesse uma escalada de greves", comentou o ministro da Educação.

"Não foi possível chegar a um consenso. Tentámos até ao fim", comentou Nuno Crato.

O governante disse ainda, sobre os exames de Português e Latim do 12.º ano marcados para segunda-feira, que "a máquina está toda montada" e que os alunos devem apresentar-se nas escolas como anunciado, pelo menos meia hora antes.

Nuno Crato disse que, se houver problemas nestes exames, serão analisados caso a caso e afirmou ainda que os professores "têm o direito de fazer greve, assim como os que não querem fazer greve não devem ser sujeitos a pressão".

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