GNR foi força de segurança "mais eficaz" em Timor

O ex-Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta destacou, em declarações à agência Lusa, a Guarda Nacional Republicana como a instituição de segurança mais eficaz que esteve em Timor-Leste.

"Eu diria sem hesitação que, pela natureza da GNR e pela dedicação das pessoas que a compõem, foi a instituição de segurança mais eficaz que esteve em Timor-Leste, sem menosprezo por todas as outras instituições policiais ou militares da ONU", afirmou Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz em 1996 e que na última década foi chefe da diplomacia timorense, primeiro-ministro e chefe de Estado, cargo que cedeu em 2012 para Taur Matan Ruak.

"A GNR pela vastíssima experiência que teve em muitas outras operações de paz da ONU, pela sua experiência interna em Portugal, em lidar com motins ao longo anos, pela sua natureza militar, mas vocacionada para manter lei e ordem com uma enorme mobilidade, foi aqui a peça central em 2006 e 2007 no período mais difícil e conturbado", disse.

Timor-Leste viveu em 2006 uma grave crise política e militar, que provocou a implosão da polícia timorense, milhares de deslocados e dezenas de mortos.

A crise obrigou as autoridades timorenses a pedir a Portugal o envio de um contingente da GNR com base num acordo bilateral, assinado entre os dois países, com o acordo do Conselho de Segurança da ONU.

A GNR acabou por ser incluída na Missão Integrada das Nações Unidas para o país, que termina em dezembro.

Em 2008, a GNR teve também um papel de destaque na sequência do atentado contra o José Ramos-Horta, tendo sido a primeira ajuda a chegar ao local.

Antes de 2006, a GNR esteve presente em Timor-Leste no período entre 2000 e 2002 através de quatro contingentes que constituíram a Unidade de Resposta Rápida portuguesa, integrada na UNTAET (Administração Transitória da ONU de Timor-Leste).

Os 140 militares da GNR destacados no país regressam a casa na próxima terça e quinta-feira.

"Podem partir com consciência tranquila, orgulho, de uma missão bem cumprida", afirmou Ramos-Horta.

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