GNR desmantela rede de tráfico de jipes roubados

Um homem foi detido e duas mulheres constituídas arguidas. O alegado cabecilha do grupo já tinha sido detido no dia 14.

Um grupo que atuava em todo o país, roubando viaturas todo-o-terreno, para depois as viciar e vender para África, foi agora desmantelado pela GNR. O grupo arrombava as viaturas e tirava o canhão da fechadura.

A investigação conduzida pelo Destacamento de Grândola culminou, na segunda e terça-feira, com a realização de três buscas domiciliárias em Samora Correia, Marinhais e Lousa-Loures, e na detenção de um homem e constituição de duas mulheres como arguidas pelo crime de furto e viciação de viaturas.

Segundo o comunicado da GNR, o método do grupo era de tal forma elaborado que os elementos chegavam a viciar as chapas do número de identificação de veículo, colocando-lhe ainda uma chapa de matrícula referente aos documentos furtados de uma outra viatura da mesma marca e modelo.

Após este processamento, o grupo transportava as viaturas por via terrestre até ao Sul de Espanha, para depois as movimentar por ferry para os seus destinos finais no Norte de África e África Ocidental.

Decorrente desta ação conjunta, realizada pelos Núcleos de Investigação Criminal de Grândola e Coruche, pelos postos de Marinhais e Bucelas e pela PSP de Santarém, apreenderam-se 13 telemóveis; 2 carrinhas; nove mil euros em numerário; dois computadores portáteis; um notebook; uma impressora; três aparelhos GPS; várias ferramentas usadas para o furto de veículos e viciação de chaves; três canhões de fechaduras de viaturas furtadas; quatro chaves de veículos de origem desconhecida; inúmeras chaves virgens prontas a serem manufaturadas; 3 Registos de propriedade de veículos; 2 chapas de VIN do fabricante de veículos furtados; documentação diversa relacionada com furto, viciação e tráfico internacional de viaturas; diversos documentos pessoais;uma pistola;uma espingarda Caçadeira.

O principal suspeito e líder do grupo está em prisão preventiva na cadeia de Torres Novas. O suspeito detido aguarda primeiro interrogatório judicial, que decorrerá no tribunal da comarca de Setúbal - Instância Local de Grândola. As duas arguidas estão sujeitas a Termo de Identidade e Residência.

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