Garcia Pereira não representará Portas contra Ana Gomes

O advogado António Garcia Pereira revelou hoje ter recusado o pedido feito pelo presidente do CDS-PP, Paulo Portas, para avaliar as declarações feitas pela eurodeputada socialista Ana Gomes e ponderar uma eventual acção judicial.

"A propósito da notícia recentemente vinda a público referindo a eventual representação pela minha pessoa do sr. dr. Paulo Portas num processo contra a srª drª Ana Gomes, venho por este meio esclarecer que não aceitei patrocinar tal causa", refere Garcia Pereira, também dirigente do PCTP/MRPP, num comunicado divulgado hoje. A agência Lusa tentou contactar Garcia Pereira para mais esclarecimentos, mas tal não foi possível até ao momento.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu na semana passada a Garcia Pereira - que já o representou em 2008, num processo contra o ex-ministro da Agricultura Jaime Silva - para avaliar as declarações da socialista Ana Gomes, só decidindo depois sobre uma eventual acção contra a eurodeputada. Em causa estão as declarações feitas na última terça-feira, em Estrasburgo, por Ana Gomes, que defendeu a exclusão do líder do CDS-PP do próximo Governo, afirmando que está em causa a "idoneidade pessoal e política" de Paulo Portas.

"Penso que está em causa não obviamente a legitimidade politica do seu partido, CDS-PP, como resultou das eleições, em governar, em integrar a coligação governamental, mas do dr. Paulo Portas pessoalmente, por a sua idoneidade pessoal e política estarem em causa em face do seu comportamento em anteriores responsabilidades governamentais", disse Ana Gomes, apontando "o caso dos submarinos e outros casos".

"À margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, a eurodeputada socialista, quando confrontada com o facto de Paulo Portas nunca ter sido condenado judicialmente e não haver assim nada que o iniba de integrar o futuro Governo, respondeu que "também não havia nada que inibisse o senhor Dominique Strauss Kahn de ser director do FMI".

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