Fundação Bial defende parapsicologia como ciência

O presidente da Fundação Bial, Luís Portela, afirmou hoje à Lusa que a comunidade científica deixou de ser "tão" preconceituosa face à parapsicologia que, acredita, ainda vai ser reconhecida como ramo da ciência.

"Sou um homem com as minhas convicções desde muito jovem e, portanto, sou um espiritualista. Admito a existência da espiritualidade e admito que eu não sou propriamente o corpo, mas sou a partícula de energia que anima este corpo", revelou.

Na opinião de Luís Portela, a ciência deve "arregaçar as mangas" e investir "forte" no esclarecimento espiritual da humanidade, investir na investigação, levantar o véu da ignorância e procurar a verdade "pura e simples".

Esse sempre foi, é e continuará a ser o caminho que a ciência terá de fazer, considerou.

"Continuo convencido de que muitos dos fenómenos que são atribuídos como fantásticos são meras fantasias, mas também de que nós temos disponível uma forma de energia característica e fantástica para aquilo que até agora conhecemos e que, se colocada ao nosso serviço, se bem atualizada pela humanidade, pode permitir uma forma melhor de viver, uma forma de enquadramento harmonioso a nível universal de respeito pelo próprio, pelo outro e pelo universo", frisou.

Educado como cientista, Luís Portela acredita que, hoje em dia, o preconceito para com a parapsicologia está a desaparecer.

"O preconceito será ainda menor quando um número maior de investigadores na área da parapsicologia fizer um bom trabalho, seja respeitado e publicável nos mais diversos sítios", frisou.

Luís Portela observou que, cada vez mais, os investigadores na área da parapsicologia chegam a revistas de topo, onde é difícil publicar, e onde só divulga quem faz investigação a sério.

É um caminho que não se faz de um momento para o outro, vai demorar algumas décadas a ter expressão no seio da humanidade e da ciência, disse.

O presidente da fundação lembrou que na parapsicologia já não há só psicólogos, mas médicos, físicos e matemáticos.

Na sua opinião, nas últimas décadas, há uma interligação cada vez maior entre a parapsicologia e neurociência.

Entre 26 a 29 de março, a Fundação Bial realiza o 10.º Simpósio "Aquém e Além do Cérebro", no Porto, e vai discutir a criação de interfaces entre a atividade mental e computadores ou meios mecânicos, tais como robots.

Lançando a discussão em torno das "Interações Mente-Matéria" e da nova área de investigação das interfaces cérebro-máquinas, o simpósio tem implicações que vão muito para além da esfera científica, e que contemplam questões de ordem ética, clínica e social.

O encontro será inaugurado com uma conferência intitulada "From Mind to Action" (da Mente à Ação), proferida pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.

Miguel Nicolelis esteve em destaque quando apostou com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que seria possível um paraplégico dar o pontapé de saída do Campeonato Mundial de Futebol de 2014.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG