Funcionários querem sair mas não há dinheiro para mudança

Os funcionários da Direção Geral de Energia estão alarmados por causa dos casos de cancro que têm surgido entre os colegas, que terão sido provocados por exposição prolongada a ambiente com amianto. O secretário de Estado da Energia disse que não se mudou de instalações por constrangimentos financeiros.

O tema foi levado ao debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República, pela deputada de "Os Verdes", Heloísa Apolónia, que questionou Pedro Passos Coelho sobre a notícia avançada pela TSF de 19 casos de cancro confirmados em funcionários da Direção-Geral de Energia por causa do edifício ter amianto.

O primeiro-ministro disse desconhecer o caso, mas o secretário de Estado da Energia reconheceu que não se mudou de instalações por constrangimentos financeiros.

Segundo a TSF, nove funcionários da Direção-Geral de Energia morreram de cancro e outros dez sofrem da doença. E pedem a mudança urgente das instalações situadas na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa. A situação é relatada numa carta a que a rádio teve acesso e que foi assinada por 66 trabalhadores no final do ano passado.

Nessa carta referem o caso de um colega que morreu, em 2012, vítima de um "cancro fulminante" e referem a opinião de médicos alemãs a quem a família do doente enviou todos os exames realizados. Nas conclusões dizem que que a doença "terá sido provocada por exposição prolongada a ambiente com amianto".

A TSF teve ainda acesso a um relatório realizado em 2012 que confirma a existência de amianto e que deve ser equacionada a sua retirada do edifício. À rádio, o Ministério do Ambiente disse saber o que se passa no edifício e os resultados do relatório.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG