Frases que marcaram o mandato de Pinto Monteiro

Aqui ficam algumas das afirmações que marcaram os seis anos de Fernando Pinto Monteiro como Procurador-Geral da República, cujo mandado termina no dia 09.

"Várias leis foram elaboradas com o fim de combater a corrupção, várias experiências foram tentadas, várias iniciativas tomadas, mas a corrupção está aí, tão viva como sempre, minando a economia, corroendo os alicerces do Estado democrático". Discurso de tomada de posse, 09-10-2006

"Não tenho nenhuma receita milagrosa para o segredo de Justiça". 16-01-2007

"Não há uma consciência ética forte que censure a corrupção em Portugal, esse é o grande problema. A maior parte dos portugueses durante muito tempo encaravam a corrupção como uma coisa que naturalmente acontecia e que todos faziam". 24-02-07

"Eu próprio tenho muitas dúvidas que não tenha telefones sob escuta (...)Penso que tenho um telefone sob escuta. "s vezes faz uns barulhos esquisitos". Jornal SOL, 20-10-2007

"É claro que há tráfico de influências, há a corrupção do 'cafezinho' e o 'tome lá uns euros para fazer andar', num país com a burocracia que nós temos". Idem

"Duvidem de tudo menos de um beirão honesto". Expresso, 13-06-2009

"[Acendia uma velinha] pelos jornalistas portugueses, para ver se melhoram, designadamente de vida".

12-05-2010

"Investigadores [do caso Freeport] dispuseram quase de seis anos para ouvir o primeiro-ministro [José Sócrates], e os procuradores (...) um ano e nove meses. Se não o ouviram, é porque não entenderam ser necessário". Lusa, 30-07-2010

"O Procurador-Geral da República, como já vem sido dito, tem os poderes da Rainha de Inglaterra".

Diário de Notícias, 04-08-2010

"Um beirão honesto nunca desiste daquilo em que acredita". Expresso, 07-08-2010

"Lamento que os políticos continuem a tentar resolver as questões políticas através de processos judiciais". Diário de Notícias, 20-02-2011

"O segredo de justiça em Portugal é uma fraude, não há segredo de justiça nenhum!" DN, 20-02-2011

"Já estou farto de falar do caso Duarte Lima. Sou procurador-geral da República, não vou atuar de acordo com o que dizem os jornais. Preciso de um documento oficial do Brasil a dizer o que há contra ele. Não faço justiça pelos jornais". Lusa, 18-11-2011

"O maior problema que a justiça em Portugal atravessa é, na minha opinião, e como já repetidamente tenho afirmado, a ligação entre política e justiça". 31-01-2012

"Foi um erro os intervenientes não terem permitido ouvir [as escutas a José Sócrates no caso Face Oculta], porque dava para rir". SIC, 14-02-2012

"É evidente que há escutas ilegais em Portugal. A PGR [Procuradoria-Geral da República] não tem qualquer meio técnico que permita detetar e acabar com elas. Quem tem essa aparelhagem é a Policia Judiciária que depende do Ministério da Justiça". SIC, 14-02-2012

"Nunca na vida recebi uma pressão [de políticos]. Sinto-me um homem pressionado pela imprensa e pela opinião pública, mas eu sou imune a pressões". SIC, 14-02-2012

"[A Justiça] não está famosa em parte nenhuma do mundo". 28-03-2012

"A Justiça é lenta em quase todo o lado. Não tem é quem fale tanto nela [nos outros países]. Provavelmente, não tem a violação do segredo de justiça que existe em Portugal". 28-03-2012

"O universo do futebol, virgem intocável durante anos e anos, deve ser investigado como qualquer outro".

13-04-2012

"Isso [investigação às Parcerias Público-Privadas] está mais do que esclarecido, as perguntas são sempre repetidas, alguém anda distraído, isso está a ser investigado há mais de um mês". 01-06-2012

"Não há inocentes na fuga de informação. As fugas de informação vêm de quem está dentro do processo e de quem está fora do processo. Pode vir dos magistrados, advogados e até da própria pessoa, se lhe interessar".

26-06-2012

"[Tenho] pena daquilo que queria fazer e não fiz". 03-09-2012

"O DCIAP anda à procura de documentos [da compra por Portugal de dois submarinos a uma empresa alemã], não sei se faltam ou se não faltam, realmente foi-me dito que faltavam". 05-09-2012

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