Francisco Louçã diz que o caso é "chocante"

Os partidos políticos reagiram ontem com muita cautela às primeiras informações sobre o caso. À excepção de Louçã. O líder do Bloco de Esquerda afirma que o assunto contraria a política de verdade de Ferreira Leite.

A alegada compra de votos que assolou a distrital do PSD de Lisboa é mais um caso nesta campanha eleitoral para as legislativas.

Enquanto o PS, o CDS-PP e a CDU se mostram expectantes e aguardam novos desenvolvimentos, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã considerou o caso "chocante" e afirmou ao DN que, "numa política de verdade, não é admissível que haja um mercado de compra e venda de opiniões políticas ou que as opiniões políticas estejam à venda".

Na direcção do PS recusam-se - pelo menos por agora - comentários à história divulgada ontem no site da revista Sábado na Net e publicado hoje na edição em papel. Dirigentes do partido ouvidos pelo DN afirmam que é mais prudente esperar por eventuais desenvolvimentos. Outros desvalorizam o caso, dizendo que é "completamente interno". Dito de outra forma: aparentemente não tem relevância criminal.

Já o PCP, através do seu assessor, António Rodrigues, escusa-se a fazer comentários ao caso. Na mesma linha, aliás, a direcção do CDS está expectante quanto ao desenvolvimento do processo e, por agora, também não tece quaisquer comentários.

Durante a tarde de ontem reinou alguma tensão entre o staff social-democrata que acompanha Ferreira Leite. Já se sabia que a Sábado, na sua edição de hoje, ia dedicar um artigo a António Preto, o candidato da lista por Lisboa que é muito contestado internamente por estar a braços com um processo judicial.

Ao final do dia de ontem, soube--se que a revista ia divulgar depoimentos de antigos e actuais militantes que acusam António Preto e Helena Lopes da Costa (também candidata na lista por Lisboa) de terem sido coniventes com a alegada compra de votos durante as disputas na distrital de Lisboa. Fonte do PSD recusou-se a comentar o assunto e relembrou que estas acusações são "já antigas".

Coincidência ou não, o líder da JSD atacou ontem forte e feio o primeiro-ministro, trazendo pela primeira vez para a campanha a polémica da licenciatura em engenharia civil de José Sócrates, na Universidade Independente.

No megajantar em Pombal, Pedro Rodrigues (candidato por braga) considerou que o líder do Governo falhou na Educação. "Aquilo que eu vejo é que o rigor, o mérito e a excelência da educação em Portugal é assim mais ou menos parecido com aquele com que o engº Sócrates governa e com que tirou a sua licenciatura", disse o jovem líder laranja.

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