Forças Armadas: Recrutamento tem défice de 5000 efetivos

Ministro Azeredo Lopes diz ser difícil tapar a curto prazo défice de recrutamento nas Forças Armadas

Há um défice de recrutamento para as Forças Armadas "ao nível dos 5000 efetivos", disse esta terça-feira o ministro da Defesa no Parlamento.

"Há esperança de [...] conseguir números bastante consistentes" na falta de tantos efetivos nesta legislatura, eventualmente de colmatar o défice criado pelo "acumular de cortes" financeiros nos últimos dois anos, adiantou Azeredo Lopes, depois de questionado sobre a matéria pelo PSD.

O deputado José Manuel Medeiros (PS) argumentou que o debate sobre essa matéria voltará a equacionar a existência de um serviço militar obrigatório, que em Portugal foi extinto em 2004.

Sobre a construção de dois navios asfalteiros para a Venezuela, em Viana do Castelo, o secretário de Estado Marcos Perestrello disse existirem sinais de Caracas "não querer continuar" o contrato (que foi assinado com a extinta empresa pública ENVC).

Marcos Perestrello defendeu que o assunto deve ser "tratado com muita cautela" nos planos político e negocial "para não haver mais prejuízos" para as empresas portuguesas envolvidas.

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