FNE quer vinculação extaordinária

A Federação Nacional da Educação espera que o novo ano letivo traga a vinculação de 12.000 professores com mais de 10 anos de serviço e que seja "corrigido o ensino secundário" para concretizar a escolaridade obrigatória de 12 anos.

Em entrevista à agência Lusa, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, manifestou ainda o desejo de que o Governo acabe com a austeridade que diz estar a retirar às pessoas "força anímica" para o trabalho.

"É preciso que os portugueses sintam que o esforço que têm estado a fazer está a valer a pena, tem efeitos, e que no próximo ano já podem ver sinais concretos de que se atenua, pelo menos, a austeridade e as condições de vida das pessoas melhoram", afirmou.

"Se os salários, as progressões em carreira, se a situação financeira das pessoas, em termos salariais, for de dignificação, certamente que encontramos aí já um fator novo e que não pode deixar de ser assumido pelo Governo naquilo que venha a ser o futuro, a preparação do orçamento para 2013 e aquilo que se dá às pessoas como resultado do seu trabalho e que corresponde àquilo que é o reconhecimento do que fazem", acrescentou.

A FNE tenciona também reclamar o cumprimento da prometida vinculação extraordinária de docentes, dando como referência 12.000 professores com mais de 10 anos de serviço.

"Até porque 2013 é o ano da realização de um concurso (geral) que terá uma validade de quatro anos", recordou.

Defende, por isso, que seja feito um apuramento criterioso para que possam entrar nos quadros professores destinados a assegurar necessidades permanentes do sistema.

"De tal forma que acabemos com este drama, com esta angústia, de no final do mês de agosto estarmos a colocar milhares de pessoas que têm de reorganizar a sua vida pessoal, a sua vida familiar, a sua vida profissional", sustentou.

A entrada em vigor, em concreto, da nova escolaridade obrigatória está também na mira da FNE, com Dias da Silva a considerar que os governos não fizeram "o trabalho de casa" para que a oferta formativa de ensino secundário tenha caminhos diversificados e identicamente valorizados.

"Queremos que a aposta no ensino profissional, no ensino técnico, seja uma aposta que faça com que não sejam induzidos para essa via alunos de piores resultados escolares, alunos de estratos sociais mais desfavorecidos. É preciso fazer com que as formações técnicas, tecnológicas, ao longo do ensino secundário, sejam apetecíveis, sejam reconhecidas pela sociedade", declarou.

"Este é um esforço em que o Governo tem de estar profundamente empenhado. É preciso que o ensino secundário seja corrigido, que haja uma alteração daquilo que são as vias que hoje existem, o diálogo entre as diferentes vias, o reconhecimento de que o ensino técnico é fundamental, mas que não pode ser uma escolha de segunda categoria", defendeu.

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