FNE garante que não marcaria greve para nova data

A Federação Nacional de Educação (FNE) garantiu hoje que não marcaria uma greve para uma data alternativa fixada pelo Governo para a realização de exames nacionais, posição que diz ter dado a conhecer ao executivo nas negociações.

O ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse no sábado à agência Lusa que o Governo chegou a sugerir uma nova data para os exames de segunda-feira, mas que a falta de compromisso por parte dos sindicatos inviabilizou essa solução.

"Apesar de ter havido manifestações de abertura, em particular dos sindicatos da UGT, de não haver uma escalada de greves, não houve esse compromisso" de não convocar nova greve caso a data dos exames fosse alterada, referiu Poiares Maduro.

Em comunicado hoje emitido, a FNE, que pertence à UGT, refere que "assumiu sempre com toda a clareza que, se o Governo alterasse a data de realização dos exames previstos para esse dia [segunda-feira], não marcaria greve coincidente com a nova data, fosse ela qual fosse".

Por isso, acrescenta a organização liderada por João Dias da Silva, "não é verdade que, em algum momento, a FNE se tivesse recusado a garantir que não marcaria greve para a data alternativa que viesse a ser definida pelo Governo".

Para a FNE, o que está em cima da mesa são propostas que "põem em causa o reconhecimento específico da profissão docente" e, tendo em conta que a aprovação destas medidas está prevista para agora, "é esta a oportunidade certa para manifestar a total discordância em relação às matérias que estão em causa".

A aplicação do regime de mobilidade especial, as distâncias a que podem ficar colocados e o aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas semanais são as reivindicações dos professores que, no sábado, se manifestaram em Lisboa, depois de uma semana de greve às avaliações e antes da paralisação convocada para segunda-feira.

Também a Federação Nacional de Professores (Fenprof) entende que "a luta dos professores prossegue" na segunda-feira, dia em que começam os exames nacionais do ensino secundário.

A organização sindical liderada por Mário Nogueira vai estar em Lisboa, Porto e Coimbra a acompanhar os professores na jornada de greve, informou hoje a Fenprof, em comunicado.

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