Filipa esqueceu conto de fadas e pediu André em casamento

Jovens namoram desde 2009 e têm um filho. Madrinha do noivo casou-se pelo Sto. António em 1967 e não poupa nos conselhos

Não será o mais habitual nos tradicionais contos de fadas, mas, na história de Filipa Sousa e André Tomás foi ela quem pediu o namorado em casamento. "Sou um bocado mais atrevida", admite, entre risos, em pleno Miradouro da Se- nhora do Monte, na Graça. Foi no típico bairro alfacinha que se conheceram, quando o jovem começou a frequentar o café onde a lisboeta trabalhava.

"Metia-se sempre comigo, mandava piropos", conta o panificador de 29 anos, antes de acrescentar, com um sorriso, que ela dizia que "com o gordo não, mas com o magro sim". O magro era André. O primeiro beijo aconteceu a 23 de janeiro de 2009, quando se iam a despedir, após mais um passeio. Voltou a ser Filipa a tomar a iniciativa.

Desde então que namoram. Há dois anos que são pais, apesar de ainda não viverem juntos. O pequeno não vai poder estar presente na boda e no copo-d"água, por ser ainda muito novo - a única regra que, admite a operadora de supermercado, "é difícil de aceitar". "Mas compreendemos o porquê", ressalva o noivo, antes de se desfazerem em elogios a uma tradição que conhecem desde sempre.

"Gosto da exigência e do rigor", frisa a jovem de 27 anos, que elege o momento em que foi escolher o seu vestido de noiva como o mais marcante dos preparativos. "Tinha dois à escolha, mas nem quis experimentar o segundo", descreve.

O nervosismo aumenta a cada dia que passa, mas não tanto como o entusiasmo perante a aproximação da data do enlace. Até lá, vão seguir o conselho da madrinha de André, que se casou por Santo António em 1967. "Ela diz para aproveitarmos, que é um dia inesquecível", conclui o noivo.

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