Fernando Pinto interrogado pelo Ministério Público

Dirigente da TAP desde 2000, Fernando Pinto foi ouvido pelo Ministério Público há dois meses. A inquirição aconteceu no contexto da mesma investigação que levou a buscas na TAP no verão de 2013.

No ano passado foram ouvidas pessoas ligadas à gestão da TAP, e a Polícia Judiciária fez buscas nos edifícios da transportadora e levou documentação da empresa, depois de uma denúncia anónima. O presidente, Fernando Pinto, foi inquirido este ano no âmbito da mesma investigação, embora o Público não tenha conseguido saber em que qualidade foi ouvido.

A inquirição ao gestor brasileiro ter-se-á focado nos temas da Groundforce, a empresa da qual a TAP detém 49% do capital e da qual é a principal cliente, e da tentativa de privatização por venda a Germán Efromovich em 2012.

A investigação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

Expresso garante que a inquirição incidiu exclusivamente sobre negócio entre a TAP e a empresa brasileira de engenharia e manutenção VEM. E que Fernando Pinto não foi constituido arguido - foi ouvido como testemunha.

No dia 10 de outubro, o Diário Económico garantia que a Procuradoria Geral da República estava a investigar a tentativa de privatização da TAP que teve como único concorrente precisamente Germán Efromovich.

O processo teve início, de acordo com este jornal, no ano passado e desenvolveu-se nos últimos meses, com a descoberta de factos novos que levaram ao alargamento da investigação. O jornal escreve que a investigação está a ser levada a cabo pela PJ por suspeitas de prática de crimes de tráfico de influências e corrupção na tentativa de privatização da TAP. O empresário brasileiro-colombiano Germán Efromovich foi o único candidato.

A Procuradoria afirmou ao jornal que "as investigações em curso estão em segredo de justiça".

Segundo o Público, foi uma denúncia anónima que desencadeou a investigação sobre a gestão da TAP. Conforme adianta o jornal, a denúncia era vasta e prendia-se também com a gestão da operadora de handling Groundforce e com as relações com o antigo acionista Globalia, que entrou em conflito com a TAP.

Centrava-se ainda na aquisição da unidade de manutenção no Brasil à já falida companhia brasileira Varig, em 2005.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG