Fernando Nobre já renunciou ao cargo

(ACTUALIZADA) Fernando Nobre afirma que renuncia ao mandato de deputado pelo PSD com "alguma tristeza", mas justifica a decisão por sentir-se mais útil na acção humanitária, numa carta em que elogia o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho.

A informação foi avançada pela RTP citando a carta de renúncia de Fernando Nobre.

Nessa carta, datada de sexta-feira e dirigida à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o ex-candidato presidencial apresenta os motivos que o levaram a não exercer o seu mandato no Parlamento.

"É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na acção cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária", refere na carta, em que Nobre faz rasgados elogios ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e à "maioria do Grupo Parlamentar do PSD".

"Travar esta batalha ao lado do senhor doutor Pedro Passos Coelho e da grande maioria do PSD constituiu um enorme desafio que muito me orgulha e uma imensa honra. O senhor doutor Pedro Passos Coelho e a maioria do Grupo Parlamentar do PSD tiveram sempre para comigo uma atitude de grande estímulo e apreço. Tentei retribuir dando toda a minha energia, disponibilidade e genuíno empenhamento", escreve.

Nobre encabeçou a lista do PSD em Lisboa e foi o primeiro nome proposto por Pedro Passos Coelho para presidir à Assembleia da República. No entanto os deputados chumbaram, por duas vezes, a eleição de Fernando Nobre.

Durante a campanha eleitoral, o presidente da AMI afirmou que renunciaria ao cargo de deputado se não fosse eleito presidente da Assembleia da República, o segundo cargo mais importante na hierarquia do Estado português.

A declaração de Nobre irritou a oposição, que na altura acusou o PSD de desrespeitar o Parlamento por prometer um cargo cuja eleição depende de voto secreto dos deputados.

Fernando Nobre apareceu na abertura dos trabalhos da nova legislatura, no Parlamento, sessão em que a sua eleição foi chumbada, mas faltou aos dois dias de discussão do programa de Governo.

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