Fenprof anuncia hoje decisão final sobre greve em dia de exame

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) remeteu para hoje à tarde a confirmação da greve prevista para o dia 21, depois de uma reunião no Ministério da Educação, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da federação, Mário Nogueira, admitiu que poderão ser marcadas hoje novas reuniões com a tutela no sentido de passar a escrito algum compromisso sobre as matérias discutidas.

Considerou porém que o resultado da reunião ficou aquém da expetativa e remete para o secretariado nacional da organização uma decisão final sobre a greve anunciada para o dia 21, época de exames.

Mário Nogueira estimou que ao final da tarde deve ficar a saber-se se o pré-aviso de greve é entregue hoje ou não.

De acordo com Mário Nogueira, o Ministério admitiu um novo contacto da parte da tarde também para agendar uma reunião de caráter mais técnico sobre os lugares/horários postos a concurso para vinculação extraordinária, depois de a Fenprof ter contestado o número de vagas divulgado no mês passado.

A Fenprof vai também hoje contactar os professores do ensino artístico especializado para saber se pretendem avançar com a greve às avaliações que tem início na quarta-feira.

Segundo Mário Nogueira, trata-se de um universo de 200 docentes para os quais também se pretende abrir um conjunto de vagas para vinculação extraordinária.

Apesar de não ter havido um compromisso para este ano, a Fenprof admitiu que poderá haver novidades para o próximo ano.

Sobre duas questões consideradas fundamentais, a progressão na carreira e um regime especial de aposentação, ao fim de 36 anos de serviço, não houve qualquer evolução, indicou o dirigente sindical.

"As finanças têm aqui um grande peso", afirmou Mário Nogueira.

Relativamente à vinculação extraordinária de professores, poderá haver novos processos em 2018 e 2019, referiu.

Mário Nogueira disse também que a tutela admitiu considerar o tempo de intervalo do primeiro ciclo como componente letivo.

A Federação Nacional dos Professores e a Federação Nacional da Educação (FNE) anunciaram na quinta-feira a intenção de realizar uma paralisação no dia 21 de junho.

As estruturas sindicais exigem compromissos do governo, no sentido de serem garantidos e calendarizados novos concursos de vinculação de professores precários até ao final da legislatura.

Um regime especial de aposentação ao fim de 36 anos de serviço, sem penalizações, e uma revisão dos horários de trabalho, no que concerne à definição do que é componente letiva e não letiva, estão entre as questões que os sindicatos querem ver negociadas.

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