FENPROF: Falhas na colocação devem-se a "incompetência técnica"

As falhas detetadas na colocação de professores são reveladores da "incompetência técnica" por parte da administração educativa, criticou hoje a FENPROF, para quem os docentes não podem ser responsabilizados por erros alheios.

Em comunicado divulgado no mesmo dia em que a Federação Nacional de Educação (FNE) reuniu com o ministro da Educação, Nuno Crato, para avaliar os resultados do concurso de colocação de professores nas escolas, a Federação Nacional de Professores (FENPROF) tece duras críticas à "administração educativa", acusando-a de "incompetência técnica".

De acordo com a estrutura sindical, liderada por Mário Nogueira, os erros detetados nas colocações de professores "são muitos e chegam de todo o lado", não podendo por isso "nenhum docente ser penalizado por erros que não são da sua responsabilidade".

A título de exemplo, a FENPROF refere que, em Braga, "mais de cinquenta professores, 16 dos quais por contratação, foram colocados 'a mais' no Agrupamento de Celeirós". Mas também nas Taipas ou em Famalicão "há professores colocados por erro". No Agrupamento Marquesa de Alorna, em Lisboa, foram "colocados docentes para lugares ocupados por renovação de outros", precisa a estrutura sindical.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) afirmou tratar-se de "casos pontuais que estão a ser analisados e resolvidos um a um" , garantindo ainda que "nenhum professor será prejudicado".

"Esta é uma situação que não decorre de nenhum problema de natureza técnica. São casos pontuais que estão a ser analisados e resolvidos um a um pela Direção Geral da Administração Escolar e pelas Direções Regionais de Educação. Nenhum professor será prejudicado", disse à Lusa o gabinete de imprensa do MEC.

No entender da FENPROF, o Ministério deve "resolver urgentemente os problemas criados por exclusiva incompetência técnica da administração educativa", para que "todos os professores possam, desde já, integrar-se nas atividades preparatórias do ano letivo" que, entretanto, arrancaram em todas as escolas.

Ainda que colocados indevidamente, realça a FENPROF, os docentes contratados "não poderão ter a sua colocação anulada, pois isso daria alterações em 'dominó', ou seja, obrigaria à elaboração de novas listas de colocação".

Segundo a estrutura sindical, no entanto, os erros não se ficam por aqui e atingem igualmente docentes dos quadros. "Há vários que foram retirados do concurso a DACL [Destacamento por Ausência da Componente Letiva], sendo-lhes atribuída atividade na sua escola, mas, afinal, foram colocados noutra escola enquanto na sua eram contratados colegas para os seus lugares", precisa.

Outros professores, acrescenta a mesma fonte, foram "retirados do concurso, mas nenhuma escola (de destacamento ou de origem) assume ter tomado a iniciativa de lhe atribuir atividades, informando ambas não ter serviço para estes docentes".

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