Fenprof exige esclarecimento sobre Parque Escolar

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exigiu hoje que o Ministério da Educação esclareça qual vai ser o futuro da empresa pública Parque Escolar e resolva a situação das escolas que têm obras de requalificação suspensas.

Após uma reunião da Fenprof com a empresa, realizada hoje, a organização sindical confirmou em comunicado que há "125 escolas cujo processo de requalificação se encontra suspenso" e exigiu saber o conteúdo do relatório da Inspeção Geral de Finanças às contas da empresa.

Numa audiência na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, realizada na terça-feira, o ministro da Educação adiantou que o custo estimado por escola das intervenções da Parque Escolar aumentou 447 por cento (para 15,45 milhões de euros) desde 2007.

"É preciso que se saiba tudo e se deixe de conhecer a realidade apenas por meias palavras que lançam suspeições, mas que pouco esclarecem", defende a Fenprof.

O governo atual não pode passar de um tempo de "vale tudo" para outro em que "nada acontece", afirma a Fenprof, que recorda que teve sempre "uma posição crítica em relação à forma pouco transparente" como considera que funcionou a Parque Escolar.

A Fenprof exige que a tutela, a quem vai pedir uma reunião com caráter urgente, explique como vai melhorar as condições de trabalho aos alunos e professores que vão ter que "continuar em contentores" durante mais um ano letivo devido à suspensão das obras.

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