Farmacêuticos também dizem "Vamos ajudar o Gustavo"

A Ordem dos Farmacêuticos solidarizou-se hoje com o futebolista Carlos Martins e apelou à participação dos farmacêuticos na campanha de recolha de sangue para ajudar a encontrar um dador de medula óssea compatível com o filho do jogador.

O filho de Carlos Martins, de três anos, necessita urgentemente de um dador de medula óssea compatível. Podem ser dadores todos os cidadãos saudáveis, com idade compreendida entre 18 e 45 anos e com mais de 50 quilos de peso.

Em comunicado, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) apela aos farmacêuticos para participaram na campanha nacional em curso de recolha de sangue para avaliação da compatibilidade de medula óssea, mas também para difundirem esta mensagem junto da população.

As pessoas que se disponibilizem para participar devem contactar o centro de histocompatibilidade da sua área de residência ou dirigir-se a um dos locais de recolha de sangue especificamente organizados no âmbito da campanha "Vamos Ajudar o Gustavo".

Também a Liga Portugal, com a colaboração da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e de vários futebolistas internacionais, anunciou hoje o lançamento de uma ação de sensibilização que visa garantir o aumento do número de dadores.

Carlos Martins atravessa um drama pessoal, com o diagnóstico de aplasia medular incapacidade de produção de plaquetas) ao seu filho Gustavo, uma situação que foi tornada pública após o apuramento de Portugal para o Euro2012.

Desde então, gerou-se uma onda de solidariedade em redor do médio do Benfica, emprestado ao Granada, com apelos em vários canais de comunicação, nomeadamente por parte de Cristiano Ronaldo e Paulo Bento, bem como dos três maiores clubes portugueses, Sporting, Benfica e FC Porto.

Depois deste apelo, o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE) registou um aumento exponencial de dadores, de 20 a 30 dadores por dia para cerca de 300.

Os dadores apenas têm de dar uma amostra de sangue que é posteriormente analisada para averiguar se a medula é compatível com algum dos doentes que aguardam por um transplante deste material.

Os dadores podem inscrever-se numa das três unidades do CEDACE que funcionam em Lisboa, Coimbra e no Porto.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG