Fardamento aprovado por Miguel Macedo só foi ao Mundial

Ex-ministro mostrou em 2014 novas fardas para a PSP que iriam custar seis milhões por ano. Mas ainda não estão à venda. Nova ministra está a 'analisar o dossiê do fardamento'

As novas fardas azul ciano da PSP foram apresentadas, com pompa e passagem de modelos, no palacete da Direção Nacional da polícia, em Lisboa, a 21 de maio de 2014. A nova imagem da polícia queria-se colada à pele de 23 mil agentes no início de 2015, como prometeu o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. Mas, um ano e meio depois, o novo fardamento só viu a luz do dia duas vezes: nessa ocasião e no Mundial de 2014 (junho e julho), quando uma equipa de sete agentes o exibiu. E a dotação de 6 milhões de euros por ano para a nova imagem da PSP não chegou a ser inscrita no Orçamento de Estado para 2015.

A nova ministra escolhida por António Costa, Constança Urbano de Sousa, "está a analisar o dossi~e do fardamento", respondeu o seu gabinete. Amanhã, a ministra reúne com o diretor nacional da PSP, Luís Farinha, altura em que este conhecerá a sua decisão quanto às fardas, soube o DN.

Já no final do ano, o efetivo de 23 mil polícias "vê-se agora na iminência de ter de adquirir fardamento de Inverno e não saber o que fazer", como sublinha Paulo Rodrigues, líder da maior associação sindical da polícia, a ASPP/PSP. "Por um lado, as novas fardas ainda não estão disponíveis e as antigas, ainda em vigor, não são em número suficiente no depósito de fardamento da PSP, em Torres Novas", denuncia, numa crítica que é também acompanhada por outros dirigentes sindicais, como Peixoto Rodrigues do SUP (Sindicato Unificado da Polícia), ou Mário Andrade, do SPP (Sindicato dos Profissionais de Polícia). A falta de peças em stock pode levar muitos polícias a comprar no chamado "mercado negro", nos retalhistas não certificados pela PSP, "onde por vezes aparece material contrafeito, com diferenças nos modelos e nas cores das fardas oficiais", como sublinha Peixoto Rodrigues.

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