Fama de ser noiva de St António chegou a outro concelho

"Posso conhecer-te?", perguntou Igor a Lúcia no Parque das Nações. Noivo vai desfilar numa avenida que conhece bem.

Lúcia Almeida não estava à espera de que em Odivelas, concelho onde (ainda) reside e trabalha, fosse cumprimentada no dia a dia por ser noiva de Santo António, mas é precisamente isso que tem vindo a acontecer. "Há algumas clientes que vão à loja onde trabalho que me reconhecem", admite a jovem de 21 anos que nunca pensou "sequer" em casar-se... até conhecer Igor Dias.

O encontro fortuito aconteceu a 5 de julho de 2008, no Parque das Nações. "Acabámos por nos cruzar e ele meteu conversa comigo", recorda a noiva. "Achei-a bonita e perguntei-lhe se a podia conhecer", continua o lisboeta de 22 anos, que, a início, não teve a tarefa facilitada. "Fiquei um bocado de pé-atrás", admite Lúcia, entre risos.

O receio durou pouco tempo - um mês depois começaram a namorar. "Estávamos na fila para almoçar, ele virou-se e disse: "E se eu te desse um beijo agora?" Não me deixou responder", descreve, com um sorriso. Já este ano, "estavam a pensar em ir viver juntos" quando a mãe dela se lembrou: porque não tentarem por Santo António?

A resposta positiva da Câmara Municipal de Lisboa deixou ambos contentes, apesar de a vendedora numa empresa de telecomunicações só há um ano assistir à transmissão da cerimónia. Bem mais conhecedor é Igor, que já chegou a fazer parte da Marcha do Beato. Este ano, vai voltar desfilar na Avenida da Liberdade a 12 de junho, mas com uma indumentária diferente.

"Vai ser giro, porque tenho lá muitos amigos", prevê, sem deixar de reconhecer que para o pai vai ser mais complicado não poder participar no conjunto popular. Agora, admite o mecânico automóvel, o mais difícil é mesmo conter o nervosismo pela aproximação do enlace. Depois, confidencia Lúcia, é altura de ter filhos. "Primeiro um cão", contrapõe o noivo, bem disposto.

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