Ex-vice-cônsul português na lista da Interpol

O advogado Antônio César Peres da Silva pediu a revogação da ordem de prisão contra o ex-vice-cônsul de Portugal em Porto Alegre, acusado de dar golpe contra a Igreja Católica no Brasil

O pedido de revogação da ordem de prisão contra o ex-vice-cônsul de Portugal, em Porto Alegre, foi anexado, sexta-feira, ao processo que decorre no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

"Entreguei um pedido para revogar a prisão para que ele [Adelino Pinto] possa ir ao tribunal se defender", afirmou o advogado à Agência Lusa.

A prisão preventiva de Adelino Pinto foi determinada em 12 de agosto de 2011, ainda durante as investigações do caso pela polícia. A ordem nunca se cumpriu, pois o acusado já não se encontrava no Brasil nessa altura - segundo seu advogado, ele está em Portugal. Em outubro, o ex-vice-cônsul entrou na lista de procurados pela INTERPOL.

Adelino Pinto foi denunciado pelo Ministério Público brasileiro em setembro, por estelionato (crime semelhante a burla) e coação. Foi acusado de dar um golpe de 2,5 milhões de reais (pouco mais de 1 milhão de euros) na Arquidiocese de Porto Alegre.

De acordo com padres brasileiros, Adelino Pinto ofereceu-se, em nome do Governo de Portugal, para intermediar o contacto com uma organização não governamental (ONG) belga que financiaria o restauro de duas igrejas de origem portuguesa no Brasil.

Para receber o dinheiro, a arquidiocese depositou os 2,5 milhões de reais como caução na conta bancária do português, mas a doação prometida para as obras nunca chegou.

O caso também está a ser investigado em Portugal. Nas entrevistas que concedeu desde que o caso veio a público, Adelino Pinto nega ter ficado com o dinheiro da Igreja Católica e diz que transferiu o valor depositado para uma portuguesa que teria feito as negociações em nome da ONG belga.

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