Ex-professor de Sócrates suspeito de pressões para incriminar o ex-primeiro-ministro

António José Morais foi, esta quarta-feira, constituído arguido no DCIAP. Em causa está uma queixa da advogada do empresário Carlos Santos Silva. "Isto parece um romance à James Bond", disse ao DN.

O antigo professor de José Sócrates na Universidade Independente António José Morais foi, esta quarta-feira, constituído arguido no Departamento Central de Investigação e Ação Penal por suspeitas de pressões junto de familiares de Carlos Santos Silva, empresário da Covilhã, preso preventivamente no processo, para que este prestasse declarações no processo "Operação Marquês" de forma a incriminar José Sócrates. Este processo nasceu na sequência de uma queixa de Paula Lourenço, advogada de Santos Silva, que denunciou contactos feitos por António José Morais. Este, ao DN, confirmou ter falado com algumas pessoas, mas negou qualquer tipo de pressão.

"É tudo mentira. Percebo que a advogada de Carlos Santos Silva, de quem sou amigo, faça tudo para defender o seu cliente, mas é tudo mentira. Sou amigo de Carlos Santos Silva e espero que ele ultrapasse o problema de forma legal e com ações legítimas", disse esta tarde ao DN António José Morais.

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