Ex-gestor fala em "pressões chantagistas"

Gil Corrêa Figueira, que durante vários anos foi gestor da Ferrostaal em Portugal, contou em julgamento que o agrupamento ACECIA terá pressionado a empresa alemã para pagar comissões a troco dde faturas que comprovassem contrapartidas realizadas.

O antigo gestor da Ferrostaal em Portugal -- empresa alemã que vendeu dois submarinos a Armada -- disse hoje em tribunal que a ACECIA (agrupamento de empresas beneficiárias das contrapartidas), fez "pressões chantagistas" sobre os alemães de forma a obter o pagamento de comissões a troco de emissão de faturas que demonstrassem à comisão permanente contrapartidas de que estas estavam a ser cumpridas.

Gil Corrêa Figueira disse em tribunal, durante o julgamento do caso das contrapartidas, que a ACECIA não tinha direito ao pagamento de tais comissões porque elas não estavam previstas no contato.

O gestor afirmou ainda que deicidiu abandonar os quadros da Ferrostaal em Portugal quando se apercebeu "que se passava algo em paralelo". No fundo, a versão do gestor acabou por ir de encontro à acusação do MInistério Público, a qual refere que os sete arguidos ligados à ACECIA receberam uma comissão para simular contrapartidas prestadas ao Estado.

Segundo as contas do Ministério Público, Portugal perdeu 30 milhões de euros com este esquema. Para além dos sete portugueses estão acusados mais três gestores alemães por crimes de burla qualificada e falsificação de documentos.

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