Ex-diretor do SEF em prisão domiciliária reuniu-se com sindicato

Encontro destinado a analisar a sua situação laboral: o SEF quer suspender o seu salário por não se apresentar ao serviço há mais de um mês.

O ex-diretor nacional do SEF, em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, reuniu-se hoje com o sindicato dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), para analisar a sua situação laboral, disse à Lusa fonte sindical.

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF-SEF), Acácio Pereira, adiantou à agência Lusa que a reunião decorreu no escritório do advogado do ex-diretor nacional do SEF, Manuel Jarmela Palos.

Na reunião, em que estiveram presentes os membros da direção do sindicato, Manuel Jarmela Palos e o seu advogado, foram tratadas questões de "âmbito laboral", afirmou Acácio Pereira, acrescentando que o sindicato ouviu o ex-diretor do SEF, enquanto seu associado.

O presidente do sindicato escusou-se a revelar mais pormenores da reunião, alegando reserva da vida do associado.

Jarmela Palos, atualmente em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, foi detido a 13 de novembro de 2014, com 10 outros arguidos suspeitos de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influências e peculato, no decorrer da operação Labirinto, uma investigação relacionada com a atribuição de vistos 'gold'.

Jarmela Palos, diretor nacional do SEF durante 14 anos, foi exonerado pela ministra Anabela Rodrigues após ter apresentado a demissão.

Jarmela Palos recebeu do SEF um despacho a notificá-lo de que o vencimento de inspetor superior ia ser suspenso, por estar ausente do trabalho há mais de 30 dias, tendo recorrido hierarquicamente desta decisão, pelo que continua a receber o ordenado.

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