Ex-comandante acusado de peculato e falsificação

O Ministério Público acusou o ex-comandante Nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) dos crimes de peculato e de falsificação de documentos, divulgou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Paulo Gil Martins está suspenso de exercício de funções públicas ou de outras entidades que impliquem a gestão discricionária de dinheiros públicos.

A PGDL adianta que foi deduzida um pedido de indemnização civil no valor de cerca de 116 mil euros.

O MP indica que, de acordo com os indícios, foram transferidas, entre 2007 e 2009, para a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Barcarenense, quantias superiores às necessárias que ficavam afetas à ANPC e, face à ausência de controlo assim obtida, eram utilizadas em proveito pessoal e de outros.

Gil Martins, durante vários anos comandante operacional nacional da ANPC, foi suspenso de funções por decisão do antigo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em março do ano passado, tendo abandonado o cargo, a seu pedido, em junho.

Na altura, o Ministério da Administração Interna referiu que a decisão de suspender Gil Martins resultou de uma "proposta da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), no âmbito de processo disciplinar em curso".

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