Ex-agente da CIA detida em Lisboa tem 10 dias para evitar extradição

Condenada à revelia em Itália pelo sequestro do islamista Abu Omar, a ex-espia Sabrina de Sousa foi intercetada no aeroporto de Lisboa pelo SEF quando ia viajar para Goa

Não é todos os dias que o Tribunal da Relação de Lisboa se confronta com uma antiga agente da CIA treinada para investigar e seguir a pista do terrorismo islâmico. Na última terça-feira foi o dia. Os desembargadores ouviram a extraordinária história da ex-espia Sabrina de Sousa, 59 anos, nascida em Goa, na Índia, com dupla nacionalidade norte-americana e portuguesa, condenada à revelia em Itália a cinco anos de prisão pelo alegado envolvimento no rapto do radical islâmico egípcio Abu Omar em 2003, em Milão.

Sobre Sabrina de Sousa estava pendente um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades italianas, que foi cumprido na segunda-feira pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no aeroporto de Lisboa. A ex-agente secreta preparava-se para viajar para o Dubai, de onde seguiria para Goa, onde iria visitar a mãe idosa e doente, segundo o seu advogado de defesa que pediu o anonimato ao DN. Regressaria a 26 de outubro, como consta do bilhete que foi mostrado às autoridades.

Presente ao Tribunal da Relação de Lisboa na terça-feira, "recusou a extradição para Itália, tendo-lhe sido dado o prazo de 10 dias para apresentar a sua defesa", afirmou ao DN o presidente da Relação, Vaz das Neves. Ficou apenas sujeita a apresentações semanais às autoridades policiais porque a Relação entendeu que não havia perigo de fuga nem de perturbação do processo que justificasse a prisão preventiva.

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