Eutanásia. Costa não votaria contra, mas não sabe se votaria a favor

Primeiro-ministro diz que este é um debate particularmente difícil, "não por questões religiosas, mas por ser um otimista impenitente"

O primeiro-ministro afirmou hoje que ainda não tem uma posição pessoal fechada sobre a introdução da eutanásia na legislação portuguesa, apenas sabendo que não votaria contra se fosse deputado e caso a questão agora se colocasse.

"Se fosse deputado não tenho a certeza como votava. Sei que não votaria contra e não sei se votaria a favor", declarou António Costa sobre a questão da eutanásia, durante uma entrevista que concedeu à Rádio Renascença.

António Costa pronunciou-se sobre o tema da morte assistida, depois de ser confrontado com a posição maioritária existente no seu partido, o PS, que defende a possibilidade de eutanásia e que admite levar a questão a prazo ao parlamento.

"É uma questão relativamente à qual eu acho que é uma opção de consciência de cada um, e admito que a lei possa confiar ao juízo médico essa responsabilidade. É para mim um debate particularmente difícil, não por questões religiosas, mas por ser um otimista impenitente, razão pela qual tenho muita dificuldade em avançar nesse domínio", alegou o secretário-geral do PS.

António Costa defendeu nesta matéria, como posição de princípio, o "respeito pela liberdade de cada um" e admitiu que o PS "tomará uma iniciativa" sobre esta questão, embora não esteja "no imediato na agenda".

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