"Credibilidade é essencial", afirma Durão Barroso

O antigo líder do executivo comunitário felicitou Centeno e afirma que a sua eleição "mostra que é com equilíbrio, compromisso e espírito de consenso que a UE deve ser governada"

O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso considerou hoje que a eleição de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo mostra que a "credibilidade é essencial" e os programas de ajustamento funcionaram.

"Todos os que previram o colapso da 'periferia' da Europa durante a chamada crise da zona euro estavam errados", escreveu hoje José Manuel Durão Barroso na sua conta na rede social Twitter logo após a eleição de Centeno, à segunda volta, para a liderança do fórum informal que reúne os ministros das Finanças da zona euro.

"Esses nunca compreenderam a Europa nem tentaram aprender? Irlanda, Espanha e Portugal mostraram que os programas [de reajustamento financeiro] funcionaram. E a credibilidade é essencial", acrescentou o também ex-primeiro-ministro português.

Também o presidente eleito do Eurogrupo disse hoje que a candidatura portuguesa "foi construída com muita credibilidade, com um enorme esforço que fizemos para ganhar credibilidade e para que Portugal pudesse ter essa credibilidade na Europa".

O antigo líder do executivo comunitário salientou também que a economia europeia precisa de "solidariedade e responsabilidade" e que "a eleição do português Centeno para o Eurogrupo mostra que é com equilíbrio, compromisso e espírito de consenso que a UE deve ser governada".

Durão Barroso felicitou ainda o ministro das Finanças pela sua eleição, hoje, ao impor-se na segunda volta da votação realizada em Bruxelas, tal como anunciou o Conselho da União Europeia.

Centeno bateu os outros três candidatos: a letã Dana Reizniece-Ozola, o eslovaco Peter Kazimir, (ambos abandonaram a corrida após a primeira ronda) e o luxemburguês Pierre Gramegna.

Centeno é o terceiro presidente da história do Eurogrupo depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker e do holandês Jeroen Dijsselbloem, assumindo funções em 13 de janeiro próximo por um mandato de dois anos e meio, até meados de 2020.

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