Espera de doentes urgentes vai ser controlada à semana

Os doentes considerados prioritários na lista para cirurgia, como os doentes com cancro ou que tenham de ser operados até 15 dias no máximo, vão ser acompanhados e monitorizados semanalmente. O objetivo é garantir que os hospitais respondem a tempo à procura destes doentes graves.

As mudanças foram publicadas hoje em Diário da República, através de uma alteração à portaria 45 de 2008. Os departamentos de gestão de inscritos para cirurgia dos hospitais passam a ter de monitorizar as listas de utentes de prioridade - que têm de ser operados em 72 horas ou até 15 dias - bem como os doentes oncológicos.

O diretor clínico, que passa a receber esta lista de doentes, terá ele próprio de agendas as cirurgias edstas utentes urgentes e reportar quais os casos em que os tempos de espera máximos previstos na lei são ultrapassados. Todos os erros e problemas identificados terão de ter medidas corretivas.

O Ministério da Saúde justifica esta mudança, no caso da oncologia, por considerar que "o peso das doenças oncológicas no Serviço Nacional de Saúde tem vindo a aumentar nos últimos anos, prevendo-se uma pressão ainda maior ao longo das próximas décadas" .

Nesse sentido, "importa adotar um conjunto de medidas que permitam responder, no imediato, às necessidades dos doentes, e que preparem o SNS para o esperado incremento de necessidades, desde logo, o aumento das entradas em lista de espera para cirurgia, mas também em outras áreas, tal como o diagnóstico (em particular na imagiologia e na anatomia patológica), oncologia médica,radioterapia e cuidados de suporte.

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