Escolas e alunos à espera que Crato autorize pagamento de aulas extras

Com quase todos os docentes colocados, os diretores começaram a enviar as propostas, na semana passada, para compensar as horas perdidas. Ministério confirma "muitos pedidos" que "estão em fase de despacho"

Depois de seis semanas sem todos os professores, as escolas começaram na semana passada a informar o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de como vão compensar os alunos pelas aulas em falta, mas ainda estão à espera da autorização para dar mais horas aos docentes com horário incompleto ou para pagar horas extraordinárias aos que têm horário completo. Ao DN, a tutela apenas admite que "muitos pedidos já foram recebidos, analisados e estão em fase de despacho". Um compasso de espera que os diretores pedem que não se arraste muito. Até porque há casos de turmas que já perderam 42 ou 36 aulas desde o início do ano, tornando cada vez mais difícil compensar estas horas, alertam.

"Tenho duas turmas do 6.º ano que só agora tiveram professor de Português. Já perderam 36 aulas, se quiséssemos recuperar uma aula por semana já não o conseguíamos fazer até ao fim do ano letivo, que tem 32 semanas, no total", exemplifica Nuno Santos, diretor do agrupamento de Vialonga. Nestas escolas das 52 turmas, 30 estiveram até agora sem professor colocado devido aos erros na Bolsa de Contratação de Escola (BCE) - que coloca os professores nas escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com autonomia.

O diretor Nuno Santos já enviou ao MEC, "no final da semana passada", o pedido para dar mais horas aos professores que tem escola para recompensar os alunos. Até agora, "não tive qualquer resposta". Por isso, os estudantes ainda não estão a ter aulas de compensação.

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