Ensino vocacional e profissional para combater insucesso, diz a OCDE

Em Portugal, um em cada três alunos do secundário já chumbou pelo menos uma vez.

A OCDE aponta o ensino profissional e vocacional como um "caminho prioritário", seguido por muitos países para reduzir abandono escolar e melhorar taxas de conclusão, notando que, em Portugal, um em cada três alunos do secundário já "chumbou".

"Para alcançar taxas de conclusão mais elevadas e assegurar mais saídas profissionais, a educação vocacional e profissional tornou-se uma prioridade. Muitos países centraram esforços nos últimos anos em melhorar a qualidade desta formação e em expandir o modelo de aprendizagem em local de trabalho", refere o relatório "Perspetivas das Políticas Educativas para 2015: Concretizar as Reformas", da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje divulgado.

A par da Dinamarca e da Suécia, Portugal é citado como exemplo de um país onde este tipo de formação - uma das bandeiras do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato - foi alvo de uma ampla estratégia nacional, referindo-se, no caso português, a alteração dos currículos no ensino profissional, a criação de Escolas de Referência do Ensino Profissional ou a possibilidade de os alunos do ensino básico enveredarem por este tipo de formação a partir dos 13 anos.

No que diz respeito aos professores, a OCDE sublinha alterações introduzidas nos últimos dois anos relativas à formação inicial e à formação ao longo da vida, nomeando o "reforço científico" do currículo dos cursos de formação de professores, as regras mais apertadas para entrar nos cursos de Educação e a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC), aplicada apenas a professores contratados e alvo de uma forte contestação sindical.

Quanto aos diretores, a OCDE refere a introdução de formação obrigatória para quem gere as escolas, destacando ainda o processo de reorganização da rede escolar, com a constituição dos agrupamentos, e os contratos de autonomia celebrados com as escolas.

A organização internacional aponta ainda Portugal como exemplo de um país onde "uma grande parte dos professores nunca foi alvo de uma avaliação externa" e refere que deviam ser adotadas formas de avaliação e incentivo a docentes e diretores.

A título de exemplo, a OCDE sugere a criação de um sistema remuneratório diferenciado que permita "premiar os professores de excelência".

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