Enfermeiros ensinam pais e educadores a salvar crianças

Um grupo de enfermeiros realiza no sábado, em Faro, um curso para ensinar pais e educadores a agir em caso de afogamento de crianças até aos oito anos.

Curso de Suporte Básico de Vida Pediátrico decorre no sábado no Hospital de Faro, entre as 09:00 e as 17:00, estando aberto à participação de pais, professores e educadores que lidem com crianças até aos oito anos.

A ação de formação começa com uma parte teórica, em que será apresentado aos formandos um algoritmo de suporte de vida pediátrico.

O resto do dia é passado em treino em bancas, onde os enfermeiros realizam com os pais e os educadores simulações de diferentes cenários com base na realidade, para que no final do dia os formandos consigam ajudar a salvar vidas.

"Simulamos situações de paragem cardiorrespiratória, independentemente da sua origem, mas obviamente que damos muito mais enfoque às situações que são muito mais típicas nesta altura do ano, que são as problemáticas do afogamento", disse o enfermeiro José Neutel, um dos monitores.

De acordo com este enfermeiro, o projeto surgiu precisamente devido aos números de afogamento de crianças, sobretudo até aos oito anos, mas o algoritmo apresentado é utilizado em qualquer caso de paragem cardiorrespiratória, independente da sua origem.

Este é o terceiro ano em que decorre esta parceria entre a secção Sul da Ordem dos Enfermeiros e o Hospital de Faro e pelos cerca de 20 cursos já realizados passaram cerca de 300 pessoas.

"Esta é uma responsabilidade de toda a sociedade civil. Toda a gente deveria ter conhecimentos de suporte básico de vida não só para ajudarmos os nossos numa situação de perigo, mas também para podermos ajudar o próximo", acrescentou José Neutel.

O curso é gratuito mas está limitado às inscrições, que podem ser feitas através do site http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/sul/informacao/Paginas/NovasedicoesdoCursodeSuporteBasicodeVidaPediatricoparaPais.aspx .

O afogamento continua a ser em Portugal a segunda causa de morte entre as crianças até aos oito anos de idade.

Estes acidentes afetam mais as crianças do sexo masculino e ocorrem sobretudo em piscinas particulares.

Em 2009 registaram-se em Portugal 17 acidentes por afogamento, 13 dos quais no sul do país, em 2010 registaram-se no Algarve seis acidentes por afogamento e em 2011 entraram no Hospital de Faro oito casos de afogamento infantil, um dos quais resultou na morte da criança.

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