Empresas do grupo Lena foram as que ganharam mais com Parque Escolar

O consórcio a que esteve ligado Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates também detido preventivamente no âmbito da Operação Marquês, foi o que mais ganhou em empreitadas encomendadas pela empresa pública.

A história faz hoje manchete do jornal "Público", que tem como fonte o portal Base dos contratos públicos, criado em 2008 para garantir mais transparência nos negócios do Estado.

De acordo com os dados citados pelo jornal, entre 2009 e 2011, o consórcio formado pelo grupo Lena e as construtoras Abrantina (comprada em 2007 por este grupo) e Manuel Rodrigues Gouveia arrecadaram 137,8 milhões de euros, a maioria através de concursos públicos, para efetuar intervenções em 12 escolas.

Carlos Santos Silva, amigo do ex-primeiro-ministro, esteve ligado ao Grupo Lena.

A Mota-Engil e a Teixeira Duarte celebraram, cada uma, contratos na ordem dos 80 milhões, segundo os mesmos dados.

O Correio da Manhã, por seu lado, escreve hoje em manchete que o património de Carlos Santos Silva está a ser passado a pente fino e que as pesquisas nos registos prediais e cartórios notariais revelam que o amigo de José Sócrates tem 5,5 milhões em imóveis. O Departamento Central de Investigação e Ação penal quer apurar se este património pertence de facto ao empresa"rio ou a terceiros, nomeadamente ao antigo primeiro-ministro.

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