Em Grândola há um assalto por dia. População desconfia que está a ser vigiada

Desde há mês e meio que se têm registado inúmeros furtos. Assaltantes parecem conhecer rotinas dos habitantes. Nem a câmara escapou.

"Alguém nos anda a controlar, para perceber os nossos hábitos e rotinas". A convicção de Joaquim Duarte, com base no assalto de que foi vítima e que deixou a sua casa de pernas para o ar, é transversal à população de Grândola, a braços com uma vaga de roubos de que não há memória na pacata vila alentejana. Entre assaltos a moradias, carjacking e roubos por esticão, já há casos mais graves de agressões violentas. Nem as instalações da câmara têm escapado no último mês e meio. Há pistas que admitem tratar-se de uma articulação entre moradores do concelho com indivíduos residentes noutros municípios. A autarquia reclama reforço policial já a pensar no verão.

O caso do segundo comandante dos bombeiros de Grândola é paradigmático. O assalto à sua moradia, a 1 de fevereiro, havia de ocorrer logo no único domingo do mês em que esteve de serviço, juntamente com a sua mulher, ficando o casal fora de casa todo o dia. "Partiram o vidro das traseiras, por onde entraram, tiveram o cuidado de desviar todos os bibelots que estavam junto à janela e fizeram o que quiseram. Raramente trabalho aos domingos", explicou ao DN.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG