"Ele chegou a casa e a cama estava coberta de pétalas"

(Com vídeo) Boda. Data vai passar a ser triplamente festiva para o casal. O namoro começou numa saída à noite e Cátia deu um beijo a Daniel.

"É um orgulho para ela." Cátia Raimundo não contém a alegria por, duas gerações depois, seguir os passos que a avó materna deu há 56 anos e casar-se, no dia 12, sob a bênção de Santo António. "É muito diferente", compara o noivo Daniel Gama, com a certeza que resulta da partilha de memórias... e de retratos. "Nas fotografias os noivos nunca estão juntos. Nunca se via nenhuma parte do corpo", precisa, antes de lembrar que a data vai tornar-se triplamente festiva.

Afinal, revela o vigilante de 26 anos, 12 de junho é também o dia de aniversário da sua mãe. "É a melhor prenda", garante, sem esconder que nunca alguém imaginou que iria unir-se nos Casamentos de Santo António à mulher que acredita ser a da sua vida. O casal conheceu-se há uma década através de amigos em comum, mas foi apenas há três anos que iniciou o namoro.

"Começámos a dançar e ele diz que eu lhe dei um beijo no pescoço", recorda a desempregada, que, na primavera do ano passado, decidiu pedir o lisboeta em casamento, numa altura em que ainda morava com uma tia. "Ele chegou do trabalho e a cama do quarto estava coberta de pétalas de rosas e, por cima, tinha um painel a dizer "casas comigo?", descreve. O "sim" surgiu após Daniel ter ficado sem palavras. Só mais tarde decidiram dar o nó na véspera do feriado alfacinha.

A experiência está a ser "muito intensa" e obriga o jovem a não marchar, dez anos após a primeira vez, na Avenida da Liberdade. A desistência não significa que vá deixar de estar presente - tal como é habitual, os 16 casais de Santo António serão também estrelas do desfile.