"Uma vitória de Marcelo à 1ª volta compromete a esperança que nasceu a 4 de outubro"

Antes de subir a norte, ao Porto e a Guimarães, o candidato foi ao Barreiro, por ser "um símbolo de resistência e luta".

Um idoso abraçou o candidato e, "de tão emocionado, as lágrimas lhe sufocaram a voz e nem uma palavra saiu"; "uma mulher que, no Couço, fez dois pães caseiros" e lhos foi oferecer no comício de Alpiarça", a quase 100 quilómetros; uma outra "mulher, muda, que de tão expressiva, conseguiu, por gestos, dizer" a Edgar Silva que o apoiava. Os três momentos tiveram lugar em algumas das várias arruadas dos comunistas e vieram, em segundos, à memória de Edgar Silva, quando questionado pelo DN sobre o episódio que mais o marcou na campanha. "Em cada abraço há uma história, foi tudo uma enorme aprendizagem", sublinhou.

No último dia da campanha presidencial, os comunistas escolheram o Barreiro, "terra decisiva para a mobilização do voto militante, zona com uma tradição operária com uma identidade de luta que é exemplar", justificou o candidato. O melhor palco, por isso, para, durante uma arruada no centro da cidade, que contava com cerca de três centenas de apoiantes, se voltar a insistir no persistente apelo que tem marcado esta última semana de campanha: "mobilizar, mobilizar, mobilizar!". Edgar Silva salientou que este último dia "não é o derradeiro esforço", porque "ainda é tempo de viragem". Até domingo, sublinha, "ainda há tempo para construir o nosso resultado".

Impedir Marcelo Rebelo de Sousa - o "único adversário" - a "a direita de voltar ao poder" é o objetivo em que os comunistas estão focados. "Portugal ficaria a perder se o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS se não houvesse segunda volta. O país ficaria muito prejudicado. Toda a esperança que nasceu no dia 4 de outubro ficaria comprometida", asseverou.

Antes de voltar a saltitar de um lado para o outro na avenida principal da cidade, para ir ao encontro das bochechas de mais uma apoiante sorridente de braços abertos, para mais uma beijoca, o candidato comunista ainda deixou o seu desejo em relação ao orçamento de Estado que é esta tarde apresentado: "que os compromissos assumidos no quadro da maioria parlamentar, para uma nova política, sejam respeitados integralmente".

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