É preciso saber como vamos defender a área preservada

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje a necessidade de saber como vai ser defendida a área não ardida pelos incêndios, de forma a que não sejam repetidos erros do passado.

"Agora é preciso saber como vamos defender toda a área que foi preservada, evitando os erros que normalmente ocorrem a montante", sublinhou.

No final de uma visita ao concelho de S. Pedro do Sul, onde visitou a área fustigada por um incêndio que lavrou durante vários dias, Passos Coelho sustentou ser necessário evitar erros na utilização económica da floresta.

Apontou ainda como erro "a fraca intervenção do Ministério da Agricultura e do Ambiente no ordenamento nestas áreas".

O presidente dos sociais democratas alegou que a preocupação dos próximos nove a dez meses deve passar por fazer um trabalho ao nível do ordenamento da floresta.

"É disto que importa agora tratar para que não ocorra, nos próximos anos, o que tem ocorrido com alguma frequência de há alguns anos a esta parte", acrescentou.

Por isso, o líder do PSD defende que é preciso fazer, tão rápido quanto possível o cadastro rústico e comercial do país.

Lembrou que populações perderam tudo, tanto os seus pastos, como os seus materiais, sendo "preciso acorrer a essas situações que são de emergência".

Passos Coelho considerou ainda existir uma relação entre a eclosão dos incêndios e fraca ocupação do território.

"A desertificação do interior tem-se intensificado e não há da parte do Governo políticas que promovam uma maior ocupação do território", criticou.

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