Duarte Lima começa a ser julgado no caso BPN

O julgamento em que Duarte Lima e mais cinco arguidos são acusados de burla qualificada ao BPN de mais de 40 milhões de euros e de branqueamento de capitais começa hoje na 7.ª Vara Criminal de Lisboa.

Duarte Lima, em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, e outros cinco arguidos começam a ser julgados na audiência marcada para as 10:00, estando já programada outra sessão do julgamento para 03 de junho.

Este julgamento está relacionado com a aquisição de terrenos no concelho de Oeiras, através de uma empresa - Homeland -, constituída por Duarte Lima, Vítor Raposo e Pedro Lima.

A Homeland foi constituída com a participação de 1,5 milhões de euros do BPN, de 4,2 milhões de euros de Vítor Raposo (então sócio de Duarte Lima) e igual capital do arguido Pedro Lima (filho do ex-líder parlamentar do PSD).

Os terrenos estavam nas imediações da projetada sede do Instituto Português de Oncologia (IPO), que acabou por não avançar, pelo que o crédito pedido ao BPN, no valor de mais de 40 milhões de euros, ficou por liquidar.

Duarte Lima, antigo líder parlamentar do PSD, é suspeito de beneficiar de vários créditos no valor de mais de 40 milhões de euros, obtidos com garantias bancárias de baixo valor.

Suspeito de burlar o BPN em 44 milhões de euros, o antigo deputado do PSD foi detido a 17 de novembro de 2011, tendo ficado em prisão preventiva até maio desse ano.

Pedro Lima também foi detido, mas saiu em liberdade, após pagamento de caução de 500 mil euros.

Além de Duarte Lima, Pedro Lima, Vítor Raposo e Francisco Canas são também arguidos os advogados João Almeida e Paiva e Miguel Almeida e Paiva.

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