Dois terços dos portugueses acreditam que governo cumpre a legislatura

Ao fim de um ano de governo, mais de metade dos inquiridos classifica a prestação do executivo de António Costa como "boa" ou "muito boa"

Quase dois terços dos portugueses (71%) acha que o atual governo do PS é para durar quatro anos. A conclusão é do barómetro do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica, para o DN/JN//RTP/Antena 1.

O valor representa um enorme salto ao fim de um ano de executivo socialista apoiado pelos partidos de esquerda. Em dezembro de 2015, no mesmo barómetro, apenas 35% dos inquiridos afirmavam acreditar que a corrente legislatura iria até ao fim.

Avaliação igualmente positiva, ainda que ligeiramente inferior, fazem os cidadãos nacionais relativamente ao desempenho do governo de António Costa. No barómetro deste mês, foram 63% classificaram a ação governamental como "boa" (60%) ou "muito boa" (3%).

No comparativo com o executivo anterior, PSD/CDS-PP, a atual formação governamental também sai a ganhar com quase metade dos portugueses (48%) a dizerem que Costa e os seus ministros governam melhor do que a equipa de Pedro Passos Coelho. Também aqui há um crescimento positivo relativamente ao barómetro anterior: há um ano, apenas 32% dos inquiridos tinham esta opinião.

FICHA TÉCNICA: Esta sondagem foi realizada pelo CESOP-Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 19 a 22 de novembro de 2016. O universo-alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal continental. Foram selecionadas aleatoriamente 18 freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 977 inquéritos válidos, sendo 57% dos inquiridos do sexo feminino, 34% da região Norte, 23% do Centro, 29% de Lisboa, 6% do Alentejo e 8% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 70%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 977 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.

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