Do beijo na praia ao casamento por Santo António

(Com vídeo) Quando, há cerca de cinco anos, Filipe Silva reencontrou Cátia Rebelo durante uma festa no parque de campismo onde ambos se tinham conhecido quase uma década antes, durante a adolescência, ficou contente por voltar a falar com uma amiga que, poucos meses depois, se tornaria sua namorada. "Começámos a namorar a 23 de julho de 2009", recorda a jovem, hoje com 27 anos. O primeiro beijo aconteceu na praia.

"Tínhamos ido passear à noite", conta o lisboeta de 29 anos, que, no próximo dia 12, se vai unir por Santo António com a mulher a quem pediu em casamento há um ano e meio. A pergunta, durante um jantar romântico, surpreendeu Cátia, mas não tanto como o telefonema da Câmara Municipal de Lisboa a informar que a inscrição do casal para dar o nó na véspera do feriado alfacinha fora aceite: "Só acreditei quando nos encontrámos, todos os casais, na Sala do Arquivo [nos Paços do Concelho]".

A aventura começou por brincadeira. "O "não" já temos garantido" disse então a Filipe, sem necessitar sequer de tentar convencê-lo. A "culpa" é da avó do assistente operacional num hospital, que sempre acreditou que o neto teria, "quando fosse mais velho", a bênção do santo casamenteiro.

A cerimónia vai decorrer na Sé de Lisboa, na companhia de mais dez casais e depois de outros cinco terem trocado alianças pelo Civil. "Para além da festa, vai ser cansativo", prevê a licenciada em Linguística Portuguesa, atualmente desempregada, enquanto o seu noivo espera sentir o "nervoso miudinho" típico da ocasião. Para já, no local de trabalho, não falta quem lhe expresse a admiração pelo futuro casamento.

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